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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Empresa de pedágio relata propina de R$ 5.000.000,00 a Alckmin por meio do cunhado

A CCR, maior concessionária de estradas do país, revelou ter doado a quantia para o caixa dois da campanha do tucano ao governo paulista em 2010

Juiz Sergio Moro(PSDB/PR) Aecio Neves(PSDB/MG) e junto com José Serra(PSDB/SP), Geraldo Alckmin(PSDB/SP e o golpista michel Temer (PMDB/SP)
Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à presidência da República, apontado como o “santo” nas planilhas da Odebrecht, ganhou um novo problema para resolver, além de não conseguir fazer decolar sua candidatura. Segundo reportagem de Mario Cesar Carvalho, da Folha de S.Paulo, a CCR, principal concessionária de estradas do país, revelou ter doado R$ 5 milhões para o caixa dois da sua campanha ao governo paulista em 2010. O dinheiro teria sido entregue ao cunhado de Alckmin, Adhemar Ribeiro, e a denúncia de propinas também atinge os tucanos José Serra e Aloysio Nunes. Ainda de acordo com a reportagem, é a segunda vez que o cunhado é associado a arrecadações ilegais de campanha. A Odebrecht relatou em acordo de delação ter entregue R$ 10,3 milhões a ele, também na campanha de 2010.
“Nos relatos reunidos pelo promotor José Carlos Blat, a CCR aparece como doadora de R$ 23 milhões para três políticos tucanos de SP entre 2009 e 2012: além de Alckmin, são citados o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e o senador José Serra. Os valores que teriam sido entregues a Serra e Aloysio ainda não foram apurados”, aponta ainda a reportagem.
Fonte Revista Forum

domingo, 6 de novembro de 2016

Pedágio 'flex' de Alckmin prevê tarifa mais cara em horário de pico

Edital lançado hoje (4) não estabelece percentual de variação da cobrança. Inicialmente para trechos com mais de 570 quilômetros, modelo pode ser expandido para outras rodovias de São Paulo

arquivo/EBC
Pedágio 'flex' de Alckmin prevê tarifa mais cara em horário de pico
Novo modelo de cobrança deve valer para sete rodovias na região centro-oeste de São Paulo
GGN – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai lançar um edital de concessão de rodovias que vai permitir uma tarifa flexível nos pedágios. Em trecho com mais de 570 quilômetros, a concessionária vencedora da licitação poderá cobrar mais dos motoristas que circularem em horário de pico. Também está previsto desconto para os carros em horários com menos trânsito.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o edital não fala sobre o percentual de variação na cobrança, que deverá ser estabelecido pela empresa que assumir a concessão. Eventualmente, este modelo de cobrança pode ser expandido para outras rodovias paulistas.
Lançado nesta sexta (4), o edital terá sete rodovias na região centro-oeste de São Paulo. A concessão será de 30 anos e prevê investimentos de R$ 3,9 bilhões, incluindo duplicação dos trechos e instalação de sistemas de segurança.
No modelo atual de cobrança dos pedágios, são levados em consideração o tipo da rodovia e o tipo de veículo.
 Fonte :RBA

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Geraldo Alckmin aumenta tarifas de pedágio nas estradas de todo o Estado

Reajuste passa a valer nas primeiras horas desta sexta; descer a serra fica vai custar R$ 25,20 
Geraldo Alckmin aumenta tarifas de pedágio nas estradas de todo o Estado

Pedágios serão reajustados em 9,32% já nesta sexta-feira. Foto: Andris Bovo
A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) autorizou nesta quarta-feira (29/06) o aumento nas tarifas de pedágio em todo o Estado. Para quem precisar descer ao Litoral paulista já na sexta-feira (1º/07), o valor de cobrança para carros de passeio será de R$ 25,20 – diferença de R$ 2,20 dos atuais R$ 23.
Conforme a agência estadual, a correção em todas as tarifas será de 9,32%. “O reajuste anual é baseado no IPC-A acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com o estipulado nos contratos de concessão”, informou a Artesp em nota.
O valor de R$ 25,20 será cobrado nas praças de pedágio a Ecovias na Anchieta, na altura do Riacho Grande, e na rodovia Imigrantes. Nos dois acessos a Diadema, nas alturas dos quilômetros 15 e 20, os valores serão de R$ 1,80 e R$ 3,40 reais. Em São Bernardo, no guichê para o acesso ao bairro Batistini, a cobrança será de R$ 5,80.
No trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, os valores de pedágio serão de R$ 3,20. Enquanto isso, no trecho Leste, a tarifa será de R$ 2,40.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Geraldo Alckmin planeja 25 novos pedágios em estradas paulistas

Da Folha
Geraldo  Alckmin planeja 25 novos pedágios em estradas paulistas
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) prepara a instalação de 25 novos pedágios no litoral e no interior paulista, em um projeto de novas concessões de rodovias. Com previsão de início no próximo verão, a cobrança já é alvo de queixas e protestos.
A proposta prevê quatro novos lotes de concessão, num total de 2.266 km de vias e investimento de R$ 10,8 bilhões em 30 anos. As novas praças se somarão aos 153 pedágios já existentes, em 6.400 km de 20 concessões.
Moradores, empresários, prefeitos e sindicatos de transporte de carga têm se articulado para pedir que Alckmin reveja a decisão. Eles argumentam que o setor produtivo terá prejuízo, que o intercâmbio entre municípios será prejudicado e que regiões dependentes de rodovias ficarão "ilhadas".
Já houve protestos em três municípios –Cristais Paulista, Franca e Batatais–, e um grupo de 20 associações comerciais enviou um manifesto contra a proposta ao governador tucano.
Os editais serão apresentados em abril, e a previsão da Artesp (agência de transporte de SP) é que o resultado da concorrência internacional seja conhecido em julho. O vencedor terá um programa de melhorias a implantar antes de cobrar a tarifa, cujo valor ainda não está definido. Essa etapa pode levar cerca de seis meses, dizem concessionárias. Assim, é possível que a cobrança nos novos pedágios comece a vigorar nas férias de verão.
A medida entrará em vigor meses após o início da cobrança de pedágio na rodovia Tamoios, no litoral norte -que não integra o pacote de novas concessões. O trecho de São José dos Campos a Caraguatatuba deverá sair por R$ 9,10.

Novos pedágios em estudo QUEIXA
"Passamos a aceitar pedágio como um mal necessário, mas ele não é. O Estado arrecada, deveria oferecer boas estradas por conta, mas não o faz", disse Dorival Mourão Filho, presidente da associação comercial de Franca (a 400 km de São Paulo). A cidade alega que dois pedágios em cidades vizinhas encarecerão a produção.
O prefeito de Praia Grande (a 71 km de SP), Alberto Mourão (PSDB), também procurou o Estado para pedir a exclusão do pedágio local da concessão. "Certamente ocasionará prejuízos para o desenvolvimento econômico e aumentará ainda mais os desvios [de rota] para dentro da cidade", escreveu à Artesp.
Nesta segunda-feira (22), prefeitos se reunião com o secretário de Estado de Logística e Transportes, Duarte Nogueira, para discutir o tema. O Estado alega que a história do programa de concessões é de sucesso, que, nesses novos lotes, vai duplicar 335 km e que os pedágios serão 27% mais baratos.
A gestão Alckmin afirma ainda que não vai "forçar" a implantação. "Se a sociedade mostrar que não quer um benefício proposto em determinado lote, ninguém vai colocá-lo a fórceps. Onde o programa passou, aumentou a renda da população, os empregos e a eficiência do setor produtivo, reduziu o consumo de combustível e tornou a viagem mais rápida", disse Nogueira (leia abaixo).
A previsão é que, nos quatro lotes, trafeguem 306 mil veículos por dia em 2017. "Não somos contra pagar pedágio, somos contra o absurdo do preço que se paga", disse Flávio Benatti, presidente da Fetcesp (federação das empresas de transporte de carga de São Paulo).

Editoria de Arte/Folhapress
OUTRO LADO
Secretário de Logística e Transportes da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), Duarte Nogueira afirma que a implantação de novas praças de pedágio em São Paulo faz parte de um programa que mostrou ter sucesso no Estado. Ele diz ainda que a parceria com a iniciativa privada é importante porque o governo não tem recursos para as obras de melhorias.
Segundo o secretário, os editais vão prever a possibilidade de descontos nas tarifas dependendo do dia ou do horário em que o motorista passar pelas cabines. "Análise da CNT [Confederação Nacional do Transporte] aponta que 19 das 20 melhores do país estão em São Paulo e fazem parte do programa de concessão", diz.
De acordo com o secretário, o sistema permite que São Paulo tenha mais eficiência no transporte, gerando menos custos de manutenção de caminhões, pois as rodovias não têm buracos, são bem sinalizadas e permitem mais rapidez no transporte.
Nogueira declarou ainda que o investimento é muito alto para ser feito pelo Estado. "Com a grave crise, São Paulo perdeu R$ 7 bilhões em receitas. Cortamos na carne, refizemos cronogramas. Não há mágica, não há milagre."
Foram realizadas cinco audiências públicas sobre o tema desde janeiro. A consulta pública deveria ter sido aberta na quinta (18), mas, segundo a Artesp, isso não ocorreu porque estão sendo analisadas as demandas que surgiram nas audiências. Quando for aberta, ela inicialmente ficará disponível até abril.
A ideia é que, a cada cinco anos, os contratos sejam reavaliados em relação a obras necessárias ou a trechos que precisarão ser duplicados e cuja previsão não estava no contrato inicial. A correção do pedágio será feita pelo IPCA, índice de inflação medido pelo IBGE.
OUTRAS PRAÇAS
Além das concessões de novas rodovias, haverá concorrências para as malhas viárias administradas pela Autovias e pela Vianorte, empresas que atuam na região de Ribeirão e cujos contratos vencem em 2018. As cinco praças de pedágio da Autovias serão assumidas pelo vencedor do lote C. As quatro da Vianorte ficarão com o ganhador do lote D.
Quando isso ocorrer, diz Nogueira, o preço da tarifa também vai cair 27%, como os das demais novas praças. As concessões integram um programa de mobilidade lançado pelo Estado que prevê investimentos em metrô, ônibus intermunicipais, rodovias e aeroportos. Serão concedidos aeródromos em Itanhaém, Ubatuba, Jundiaí, Campinas (Amarais) e Bragança Paulista, em lote único.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Pedágios de Alckmin terão aumento de até 8,47% nesta quarta

Medida foi divulgada no Diário Oficial do Estado no sábado (27).
Rodoanel Mário Covas e mais 17 lotes serão afetados pelo reajuste

Pedágios de Alckmin terão aumento de até 8,47% nesta quartaMovimento de veículos na Bandeirantes, próximo a Itupeva, sentido capital (Foto: Joel Silva/Folhapress)
Os pedágios das rodovias administradas por empresas privadas no Estado de São Paulo ficarão mais caros a partir desta quarta-feira (1º). As tarifas deverão subir de 4,11% ou 8,47%, segundo publicação do Diário Oficial deste sábado (27). O reajuste é válido para carros, ônibus e caminhões.
Os valores foram calculados de acordo com as variações do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ou do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no período de julho de 2014 a maio de 2015.
Dos 17 lotes de pedágio que terão aumento, 12 deles levarão em conta o IGP-M e o  aumento será de 4,11%. As concessionárias são: Autoban, Tebe, Intervias, Vianorte, Centrovias, Triângulo do Sol, Autovias, Renovias, Viaoeste, Colinas, SPVias e Ecovias. Terão aumento, portanto, as rodovias: Anchieta-Imigrantes,  Bandeirantes, a Washington Luis, Cândido Portinari, Brigadeiro Faria Lima, Castello Branco e Anhanguera.
As outras outras cinco empresas terão os valores reajustados de acordo com o IPCA, com aumento de 8,47%: Rota das Bandeiras, Auto Raposo Tavares, Viarondon, Rodovias do Tietê e Ecopistas. As rodovias corespondentes são Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Marechal Rondon, Raposo Tavares e Dom Pedro I. Além disso, o trecho Oeste/Sul do Rodoanel Mário Covas também terá o preço do pedágio reajustado de acordo com o IPCA.
Do G1 (escondendo que são estradas estaduais privatizadas pelo PSDB)

Pedágio no Sistema Anchieta-Imigrantes sobe para R$ 22,90

Nova tarifa entra em vigor na quarta-feira e vale para carros de passeio, ônibus e caminhões 

Motoristas devem preparar os bolsos para mais um reajuste. A partir de quarta-feira (1º) a tarifa dos pedágios das rodovias estaduais estará mais cara. No Sistema Anchieta/Imigrantes o valor cobrado passa de R$ 22,00 para R$ 22,90. O aumento vale para carros de passeio, ônibus e caminhões. 

A definição das novas tarifas foi publicada no sábado no Diário Oficial do Estado.
O reajuste dos pedágios varia entre 4,11% e 8,47%, dependendo da rodovia e do trecho.  
O aumento acompanha variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ou do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado dos últimos 12 meses finalizados em junho. A vinculação a cada indicador é definida pelos contratos firmados em cada um dos dois lotes do Programa Estadual de Concessão de Rodovias de São Paulo. 
Terão o maior reajuste, de 8,47% - atrelado ao IPCA acumulado -, os trechos Oeste e Sul do Rooanel Mario Covas e as Rodovias D. Pedro I, Raposo Tavares, Marechal Rondon (Oeste e Leste) e Ayrton Senna/Carvalho Pinto.
Já o reajuste de 4,11% - com relação ao IGP-M - será praticado nas rodovias e trechos ligados a 12 concessionárias: Autoban (Anhanguera-Bandeirantes), Tebe (SP-326, SP-351, SP-323), Vianorte (SP-325, Anel Viário de Ribeirão Preto), Intervias (Laércio Côrte), Centrovias (Washington Luís), Triângulo do Sol (SP-333, SP-310 e SP-326), Autovias (Antônio Machado Sant’Anna), Renovias (SP-215, SP-340), ViaOeste (Castelo Branco), Colinas (SP-075 e SP-127), SPVias (Francisco Alves Negrão) e Ecovias (Anchieta/ Imigrantes).
Reajuste médio 
No ano passado, o reajuste autorizado havia sido de 5,29%, um pouco abaixo da inflação, e em 2013 o governo não autorizara aumentos. As concessionárias pressionaram o governo a repor a diferença perdida ao menos no ano passado.
De acordo com informações da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) o reajuste médio acumulado desde 2013 é de 11,09%. Sem as medidas tomadas pelo governo desde então, os valores cobrados teriam tido elevação média de 22,91%, defende a Artesp.
A malha concedida às empresas totaliza 6,5 mil quilômetros no Estado. Praticamente todas as rodovias importantes de São Paulo têm pedágios, a maioria nos dois sentidos. São 143 praças de cobrança.

Fonte: A tribuna

 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Aumento do pedágio de Alckmin pode chegar a 6,5% no Estado de São Paulo

Reajuste, válido para os 6,4 mil quilômetros da malha paulista concedida à iniciativa privada, entra em vigor no dia 1º de julho

Depois de suspender o aumento em 2013, o governo paulista deve anunciar um reajuste de 6,5% nas tarifas dos pedágios no final deste mês. O aumento, válido para os 6,4 mil quilômetros de malha paulista concedida à iniciativa privada, entre em vigor a partir de 1º de julho.

No ano passado, em meio às manifestações de rua que ocorriam em todo o país, o governador Geraldo Alckmin barrou o reajuste, mas permitiu, entre outras medidas compensatórias, que as concessionárias passassem a cobrar tarifa pelo eixo suspenso dos caminhões. Antes, o eixo com pneus que não tocavam a pista não entrava no cálculo da tarifa.

De acordo com a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), o reajuste está previsto nos contratos assinados pelo governo do Estado com as concessionárias de rodovias estaduais. A elevação das tarifas segue o índice da inflação anual, media pelo IPC-A acumulado entre junho de 2013 e maio de 2014, calculado pelo IBGE, e que chegava a 6,46% nesta segunda-feira (16/6).

fonte: Agência Estado

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Pela 1ª vez desde 2011, PT consegue aprovar uma CPI contra Alckmin


O  PT conseguiu aprovar a criação na Assembleia Legislativa de São Paulo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades nas tarifas de pedágio no Estado de São Paulo, governado a mais de duas décadas pelo PSDB.

A proposta, apresentada em 2011 com as 32 assinaturas necessárias, progrediu depois da votação do término da CPI do Desaparecimento de Pessoas na última semana. Como a CPI dos Pedágios era a primeira da fila, foi criada, conforme publicação no Diário Oficial do Estado de ontem. A Assembleia permite apenas cinco CPIs em tramitação ao mesmo tempo.  Essa é a primeira CPI contra o  governador Geraldo Alckmin (PSDB) desde que ele tomou posse, em 2011.

Em um prazo de 15 dias, as lideranças partidárias devem indicar os nove integrantes da comissão. Em seguida, vem a primeira reunião da CPI, quando serão definidos o presidente, vice-presidente e relator.

Como o pedido de CPI foi encabeçado pelo deputado Antonio Mentor (PT), ele deve presidir a comissão de nove integrantes pelo período de 120 dias, prorrogável por mais 60.

O pedido do PT vai investigar se os valores das tarifas cobrados pelas concessionárias nas rodovias paulistas "estão em consonância com os critérios definidos nos editais de licitação, propostas e contratos firmados e com a lei federal que rege as concessões de obras e serviços públicos".

Os partidos governistas, maioria na Casa, podem tentar postergar a instalação da CPI com manobras regimentais. Em 2011, protocolaram vários pedidos para evitar a CPI dos pedágios.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Pedágios paulistas arrecadam custos equivalentes a 12 estádios da Copa

De acordo com o site Pedagiômeto, as empresas que administram os pedágios nas estradas arrecadou mais de 6 Bilhões e 892 milhões de reais, mais de 1 bilhão a mais que em 2010
O valor é apenas R$ 733 milhões mais baixo que o valor previsto no documento Matriz de Responsabilidades, do portal Transparência, do governo federal, para a reforma de 12 arenas para a Copa de 2014. O valor de R$ 7,6 bi advêm de diferentes fontes, incluindo BNDES, Caixa Econômica Federal, além de governos estaduais e municipais, entre outros.
Confira: Portal da Transparência, Quadro geral: execução financeira das obras e ações, Estádios, Valor contratado: R$ 7.624.992.545,00 http://www.portaltransparencia.gov.br/copa2014/empreendimentos/investimentos.seam?menu=2&assunto=tema
 Pedagiômetro: Total arrecadado: R$ 6.892.000,00 (em um ano) http://pedagiometro.com.br/ 
O tema está em destaque na campanha eleitoral deste ano. Até mesmo o -governador e atual candidato do partido, Geraldo Alckmin, sentiu que poderá pagar um alto preço caso o tema seja discutido insistentemente até o dia da eleição, em outubro. Como uma “vacina eleitoral”, disse que pretende revisar tarifas de determinados trechos.

domingo, 21 de julho de 2013

Governos Tucanos deixam concessionárias de rodovias privatizadas de SP faturarem indevidamente R$ 2.000.000.000 (Dois Bilhões)

A agência estadual que regula as concessões de rodovias de São Paulo (Artesp) concluiu que empresas que exploram os pedágios paulistas tiveram um ganho indevido de R$ 2 bilhões até 2012.
O motivo foram alterações nos contratos feitas em dezembro de 2006, no final da gestão Cláudio Lembo (PSD) --que, na prática, permitiram um aumento da margem de lucro das concessionárias.
A conclusão levou a agência reguladora, hoje sob comando do governo Geraldo Alckmin (PSDB), a abrir processos sigilosos para anular as dez alterações contratuais realizadas na época.
Esses processos, em andamento, têm aval da Procuradoria-Geral do Estado. Não há prazo para conclusão.
As concessionárias de rodovias dizem que os aditivos de 2006 seguiram critérios técnicos e que não houve ganho indevido.
Os R$ 2 bilhões equivalem a cerca de três meses de arrecadação de pedágios no Estado e a cerca de 40% do custo do trecho sul do Rodoanel.

Danilo Verpa/Folhapress
Pedagio na rodovia Bandeirantes; concessionários que administram as estradas privatizadas faturaram indevidamente R$ 2 bi
Pedagio na rodovia Bandeirantes; concessionários que administram as estradas privatizadas faturaram indevidamente R$ 2 bi
TRIBUTOS
Os estudos que apontam as distorções são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que há dois anos foi contratada pela Artesp, por R$ 3,2 milhões, para avaliar os aditivos e a estrutura das concessões.
As mudanças feitas em 2006 envolveram um reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, com a inclusão de obras e a prorrogação dos prazos de concessão por até oito anos e quatro meses.
Os ganhos indevidos, segundo a conclusão da agência, foram motivados principalmente por dois fatores:
1) Projeções superestimadas de recolhimento de tributos (ISS, PIS e Cofins) pelas concessionárias de rodovias.
A auditoria aponta que foram feitas estimativas infladas no aditivo, em vez de cálculos a partir de valores efetivamente desembolsados.
Em casos anteriores, houve critérios diferentes. Mas eles não envolviam extensão de prazos contratuais.
2) Contas superestimadas de perdas sofridas pelas empresas em anos anteriores --por exemplo, por adiamento de reajuste do pedágio.
A consequência prática desses dois fatores foi o aumento da TIR (Taxa Interna de Retorno), que afeta a margem de lucro das empresas.
Ofícios encaminhados pela Artesp às concessionárias afirmam, por exemplo, que a TIR da ViaOeste (que administra a Castello Branco e a Raposo Tavares) subiu de 19,33% para 20,51%. A taxa da AutoBan (Anhanguera e Bandeirantes) teve alta de 19,78% para 20,25%.
Com isso, ao longo da concessão uma empresa poderia elevar os ganhos em até 25%.

Editoria de arte/Folhapress
 Governo Alckmin deixa concessionárias de rodovias faturarem R$ 2 bilhões indevidamente.
Fonte Folha de São Paulo

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Governador Alckmin esqueceu sua promessa de campanha e, mesmo congelando os preços por um ano, as tarifas ainda são muito altas

Na campanha eleitoral de 2010, Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, prometeu que iria revisar o preço dos pedágios paulistas, que são os mais caros do Brasil. Já em abril deste ano o governo paulista baixaria a tarifa entre 10 a 20%. Isto custaria aproximadamente de R$ 6 bilhões a 12 bilhões, o que poderia levar a prorrogação do prazo do contrato e há um contrato eterno, com altas taxas de lucro para as concessionárias em detrimento do bolso do cidadão paulista.

Alckmin esqueceu a sua promessa e resolveu congelar os preços por um ano, mas manteve as tarifas muito altas. Além do mais, para bancar o custo de aproximadamente R$ 500 milhões, o governador cortou em R$ 130 milhões os recursos para a Artesp, a cobrança do chamado eixo suspenso de caminhões, utilizar os créditos que o governo estadual tem referente a obras atrasadas, e por último, a redução da receita de concessão, ônus fixo, a ser pago pelo governo estadual.

A receita de pedágio em 2011 chegou a R$ 6,8 bilhões e no ano passado foi de R$ 7,66 bilhões, ou seja, teve um crescimento de 12% de 2012, o que representa quase o dobro da inflação do período. Se tomarmos de 2010 a 2012, a receita cresceu 26,7% contra uma inflação de 14%, mostrando que talvez as concessionárias podem ter crescimento de sua receita mesmo com o congelamento da tarifa.

Obras vão atrasar ainda mais

O governo do Estado ao utilizar créditos sobre obras atrasadas para pagar às concessionárias a defasagem sobre o aumento congelado prejudica os moradores de muitas cidades, como a região entre Vargem Grande e Sorocaba, que espera há 11 anos pelas obras de duplicação da rodovia Raposo Tavares, que deveria ter sido feita em 2012, e que chegam a mais R$ 250 milhões.

Lucro das concessionárias subiu média de 66%

O lucro das concessionárias rodoviárias subiu de 2010 para 2012, em média, 66%, pulando de R4 963 milhões para R$ 1,6 bilhão. Já os investimentos, considerando as novas e antigas empresas do setor, cresceram 19%, ou seja, cresceram abaixo do valor arrecadado e por isso, em 2010 representava 24% da receita e agora em 2012 somente 22,6%, o que representa R4 120 milhões a menos.

Quanto ao lucro líquido há duas situações distintas.

As concessionárias antigas (os contratos são principalmente de 1998 a 2000), que já passaram da fase de perdas dos primeiros cinco anos, quando os encargos são maiores. Integram esse grupo Autoban, Tebe, Viaoeste,Via Norte, Ecovias, Autovias, entre outras.

E as concessionárias novas, que passaram a operar após 2008. Por exemplo, Ecopistas, que administra a Ayrton Senna e a Carvalho Pinto, Rodoanel e Auto Raposo Tavares.
As novas concessionárias, por estarem começando seus serviços, amargaram prejuízo de R$ 245 milhões em 2011 e R$ 124 milhões em 2012, ou seja, tiveram uma queda de 50% no seu déficit.

Já as antigas concessionárias – que são a imensa maioria — superaram um ano de crise econômica com um crescimento do lucro líquido em 38% frente a 2010, passando R$ 1,24 bilhão em 2010 para a R$ 1,72 bilhão.

Desde que começaram a operar, o lucro líquido total das antigas concessionárias chegou a R$ 7,7 bilhões, capitaneados pela Autoban (R$ 2,27 bilhões), Ecovias (R$ 1,43 bilhão) e Via Oeste (R$ 986 milhões).

O maior crescimento do lucro líquido, de 2010 a 2012, ocorreu na Triângulo do Sol (+146%) e na Viaoeste (+ 57%).

A relação entre o patrimônio e o lucro líquido (indica o grau de rentabilidade das empresas) mostra que em 2010 ela chegou a 38% e em 2011 pulou para 54% e no ano passado chegou a 58%.

No mercado em geral, uma relação de 20% é fantástica. A melhor relação é a Viaoeste (96%) da Autoban (93%), Ecovias (47%), Triângulo do Sol (65%), Renovias (64%) e Centrovias (62%).

Investimentos em rodovias caem

Se o lucro das antigas concessionárias vai bem, os investimentos realizados nelas vai mal. Em 2009, foram gastos com novas construções R$ 684 milhões. Em 2010, essas despesas caíram R$ 646 milhões, em 2012, chegaram a R$ 456 milhões, representando um corte de R$ 190 milhões (-29,4%).

As maiores quedas de investimentos ocorreram na Autoban no valor R4 251 milhões (64%) e na Viaoeste no valor de R$ 70 milhões (70%), na Centrovias (93%), Auto Raposo Tavares (24%) e Rota das Bandeiras com menos R$ 197 milhões (-58%). Já a Ecovias elevou os investimentos em 70%. (fonte: Ass. de Finanças e Orçamento da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de SP)

Manifestantes reivindicam redução do preço do pedágio

Nesta quarta-feira (3/7), ocorreu o terceiro protesto de moradores do entorno da Rodovia Zeferino Vaz (SP-332) contra o preço do pedágio cobrado entre as cidades de Paulínia e Cosmópolis.

Os manifestantes reivindicam a redução do preço do pedágio, que atualmente custa R$ 6,20 para carro comum e R$ 3,10 para motocicleta, informou a concessionária.

É o terceiro protesto desde o dia 28 de junho. Na última sexta-feira (28/6), os manifestantes destruíram objetos de sinalização e atearam fogo em pneus colocados nas pistas. Na segunda-feira (1º/7) ocorreu outro protesto na mesma região. (com informações da Agência Brasil)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Autoritarismo: 'Quem destruiu pedágios será preso', ameaça Alckmin

Governador afirma que a polícia está investigando ação 'criminosa' de manifestantes em rodovia de Cosmópolis

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quarta-feira, 3, que mandará prender os manifestantes que atearam fogo e depredaram oito cabines de pedágio em Cosmópolis nesta manhã. "Isso é uma ação criminosa. A polícia já está investigando e serão todos presos." Na sexta-feira, 28, um grupo já havia destruído placas e cabines na mesma rodovia.
Alckmin disse que a Secretaria Estadual de Segurança Pública enviou dois ônibus com policiais militares para evitar novos protestos violentos na região. "Temos feito permanentemente (reuniões com caminhoneiros). Democracia tem que ser colaborativa. De outro lado não é possível permitir destruição de patrimônio público e privado."
O valor do pedágio não será reduzido, um dos pedidos dos caminhoneiros, já que o governo do Estado determinou a suspensão do reajuste na semana passada. Com relação aos bloqueios feitos por motoristas de caminhão em rodovias do Estado na segunda-feira, 1, Alckmin lembrou que conseguiu, na Justiça, uma liminar para proibir este tipo de manifestação.
"Bloqueios (em rodovias) não só prejudicam a economia como podem levar a acidentes graves", disse o governador. De acordo com a ordem judicial, quem resolver bloquear uma rodovia ou os seus acessos será multado em R$ 20 mil por hora. Além disso, poderá ter o caminhão guinchado.

 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Alckmin não cumpre promessa e aumenta o pedágio de São Paulo

Pedágio sofre reajuste de quase 5% e o prejuízo vai parar no bolso do trabalhador.
geraldo alckmin aumentando valor do pedagio em São paulo
Em 2010 o governador Geraldo Alckmin prometeu em sua campanha rever os contratos e baixar o valor dos pedágios, não foi o que aconteceu. Neste domingo (01), houve reajuste de quase 5% e o prejuízo foi parar no bolso do trabalhador.

Nas praças em que incide o Índice de Preço do Consumidor Amplo (IPC-A), o reajuste será de 4,98%. Já nas rodovias em que o cálculo é feito pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) será aplicado 4,26% de reajuste.

Para elucidar: Em uma viagem de São Paulo a Santos, o pedágio de São Paulo sai de R$ 20,10 para R$ 21,20.

São Paulo tem um dos pedágios mais caros do país e do mundo. Neste momento o pedagiômetro marca mais de R$ 3 bilhões deixados para a manutenção de estradas.

Os valores abusivos não atingem só os motoristas, acarretam também no aumento de fretes, condução e até mesmo nos produtos básicos de consumo.

A privatização das rodovias no Estado teve início há 14 anos, quando 12 empresas tornaram-se concessionárias. A partir de 2008 outras sete assumiram estradas paulistas, totalizando 5.315 km segundo a Agência de Transporte do Estado (Artesp). Em menos de duas décadas o aumento na cobrança dos pedágios chegou a 168% acima da inflação, atingindo, segundo o Ipea, média de R$ 12,76 em São Paulo (a cada 100 km). Já os pedágios cobrados pelo governo federal na Rodovia Fernão Dias são oito vezes mais baratos que o Estado.

O número de praças de pedágio em São Paulo também deu um salto assustador com a privatização promovida pelos tucanos – de 40, em 1997, para 227 treze anos depois, (com cobrança nos dois sentidos) numa média de criação de um novo posto a cada 40 dias no ano de 2010.

“É vergonhoso subestimar uma população que constrói com tanto trabalho a riqueza do nosso Estado. O número de veículos e de praças de pedágios aumentam, mas não vemos nunca a diminuição do valor da tarifa, sempre majorada para garantir a tese do equilíbrio econômico contratual", diz a deputada Ana Perugini que desde 2008, incentiva a discussão em torno da concessão onerosa das estradas paulistas, pedindo uma mudança de postura das autoridades estaduais, com a revisão das tarifas e as vias alternativas, de forma a dar à população novas opções de trajetos e tráfego em todas as regiões.
Do PT SP

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Presente do PSDB Para padronizar, Alckmin muda o índice e pedágios devem ficar mais caros



Reajuste era feito pelo IGP-M, que acumula 5,09%, mas agora será feito pelo IPCA, com 6,56%

Bruno Ribeiro - O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Uma nova política para unificar o reajuste dos pedágios pode tornar o valor das tarifas ainda mais alto neste ano. O governo do Estado publicou ontem alterações nos contratos de concessão das rodovias que mudaram o índice de inflação usado para calcular os aumentos. Só que o novo indicador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está mais alto do que o antigo, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).
A troca de índices havia sido anunciada em junho do ano passado. Havia, segundo a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), a necessidade de uniformizar os índices que regulam todas as concessões - como os contratos foram assinados em diferentes épocas, havia diferenças na forma de reajuste de uma rodovia para outra.
Acontece que o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses na época do anúncio era de 8,64%, enquanto o IPCA, que seria usado, era de 6,71%. De lá para cá, no entanto, o IPCA tem subido mais do que o outro indicador. Em dezembro, o acumulado anual do IPCA foi de 6,56% e o IGP-M, de 5,09%. Com o índice novo, caso mantida a diferença, o aumento das tarifas será maior do que com o índice antigo.
A assinatura dos termos aditivos nos contratos de concessão ocorreu entre o anúncio da nova regra, em junho, e o restante do ano passado. Ontem, com os 19 contratos de concessão corrigidos, foi feita a publicação da mudança de índices no Diário Oficial do Estado - o que tornou a negociação válida.
A diferença dos índices acontece porque cada um deles dá pesos diferentes para produtos da cesta básica e tarifas públicas, por exemplo. O IPCA é o índice oficial de inflação do País. Já o IGP-M é geralmente usado para corrigir tarifas públicas.
Redução. O sobe e desce dos dois indicadores econômicos é uma dificuldade a mais para ser cumprida a promessa de campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de reduzir o valor dos pedágios. Mas, segundo a Artesp, "não está em pauta nova renegociação para mudança de índice de reajuste da tarifa".
A agência afirma, em nota, que o objetivo da mudança é adotar "um fator de reajuste mais próximo da realidade dos usuários" e uniformizar o índice entre todas as concessionárias das rodovias paulistas. "A adoção de um índice único é uma resposta às aspirações dos usuários e faz parte de uma ampla negociação entre o governo e as concessionárias."
Essa alteração não é a principal estratégia para deixar o valor dos pedágios mais baixo. Para reduzir o valor das tarifas, a Artesp espera o resultado de um estudo que está sendo feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para rever os índices utilizados na gestão dos contratos. Mas o Estado não diz quando a consultoria da Fipe estará pronta.
Outra medida para cobrar tarifas mais baixas, também ainda em fase de estudo, é a cobrança de pedágio por trecho percorrido da rodovia. A proposta consiste em manter chips nos carros e antenas ao longo das rodovias. Conforme o veículo vai cruzando a estrada, as antenas captam a distância percorrida pelo carro - e a conta vai para a casa do motorista. O projeto-piloto será testado, ainda neste ano, na Rodovia Santos Dumont (SP-075).

sábado, 20 de agosto de 2011

Alckmin faz mais um pedágio para você:Pedágio no Trecho Sul do Rodoanel começa na quarta

Vai começar à zero hora de quarta-feira (24) a cobrança de pedágio no Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas. A autorização para o início do funcionamento das praças será publicada neste sábado no Diário Oficial do Estado. Custará R$ 2,50 para os veículos de passeio – os demais pagam de acordo com a quantidade de eixos. O pedágio para motocicletas custará R$ 1,25.
veja abaixo a promessa do Governador Alckmin quando candidato. 


pedagio de alckmin sul rodoanel
A partir deste sábado, os veículos terão de parar nas praças de pedágio para o teste de equipamentos, como cancelas, mas não vão pagar nada até quarta-feira. O procedimento, chamado de “operação assistida”, foi autorizado pela Agência Reguladora dos Serviços de Transporte (Artesp) nesta sexta-feira.

O Trecho Sul do Rodoanel foi inaugurado em abril de 2010. A estrada tem 61,3 quilômetros de extensão e liga a Rodovia Régis Bittencourt (onde se conecta ao Trecho Oeste) a Mauá, passando pelas rodovias Anchieta e Imigrantes. O trecho foi transferido à iniciativa privada em março. O consórcio SPMar venceu a licitação para operá-lo e ainda construir o Leste. Em contrapartida, poderá explorar o pedágios.


Pedágio sobe mais do que a inflação


O arredondamento nos preços fez o reajuste do pedágio nas rodovias paulistas ficar acima dos índices de inflação em 81 das 136 praças de pedágio – 59,6% do total.Doze contratos mais antigos usam como base o IGP-M no cálculo – que fechou o período base (entre junho e maio) em 9,77%. Mas alguns reajustes desse grupo foram maiores, como o da Rodovia dos Imigrantes, em Diadema, que teve 12% (passou de R$ 1,25 para R$ 1,40). Outras três praças tiveram o mesmo reajuste, que foi o mais alto neste ano.


Os contratos mais novos usam como base o IPCA, que fechou em 6,55%. Mas 19 praças tiveram aumento acima disso, como a Ayrton Senna em Itaquaquecetuba, que passou de R$ 2,40 para R$ 2,60 (alta de 8,3%).Do Jornal da Tarde
Fonte:Os Amigos do presidente Lula

terça-feira, 26 de julho de 2011

São paulo quer aumentar arrecadação de pedágios de Alckmin e Serra em rodovias com cobrança eletrônica

São Paulo quer aumentar arrecadação de pedágios em rodovias com cobrança eletrônica 

Meta do governo paulista para daqui um ano e meio é permitir cobrança sem praça de pedágio. Emprego dos arrecadadores sequer foi discutido 

São Paulo – O governo de São Paulo quer ampliar a cobrança eletrônica de pedágio nas rodovias do estado. A meta para daqui a um ano e meio é "massificar" esse tipo de equipamento, chamado de "tag" – , dispositivo que se comunica com antenas instaladas e permite cobrança mensal –, entre veículos que trafegam em vias entregues à iniciativa privada sob concessão. Não há planos relacionados aos trabalhadores cujos postos eventualmente sejam eliminados, nem qualquer medida relacionada à revisão de tarifas.
O plano de expansão do sistema automático de arrecadação – cobrança eletrônica – foi apresentado durante seminário da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) nesta terça-feira (25), em São Paulo. Os secretários estaduais de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, e de Gestão Pública, Julio Semeghini, participaram do evento, junto com Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp.
A agência ligada ao governo de Geraldo Alckmin aposta na possibilidade de se alcançar o modelo "free flow" ("fluidez" ou "tráfego" livre). É uma adaptação da proposta que foi apresentada pelo candidato derrotado do PT, Aloizio Mercadante, durante as eleições de 2010, quando o alto preço dos pedágios paulistas se mostrou como um dos pontos fracos do PSDB. A ambição do programa seria levar o sistema a 80% dos veículos, o que permitiria substituir praças de pedágio com arrecadação manual realizada por funcionários contratados por antenas espalhadas pelo perímetro das rodovias.
"O sistema permitiria a cobrança por quilômetro percorrido e, eventualmente, alcançando uma tarifa mais justa", disse Karla Bertocco Trindade, da Artesp. Outra vantagem para as concessionárias seria o aumento da base de pagantes e a diminuição da inadimplência.
Segundo o Pedagiômetro, São Paulo arrecadou R$ 3,28 bilhões em cobranças nas rodovias de janeiro a julho de 2011. Atualmente, os paulistas que percorrem rodovias estaduais se deparam com 227 praças de pedágio, nas quais há tanto a opção de cobrança eletrônica quanto manual. Segundo a Artesp, 49% dos veículos usam o dispositivo que evita paradas nas praças, participação considerada máxima dentro do modelo atual, com cobrança de adesão e de mensalidade. Experiências de outros países indicam esse tipo de limitação, segundo técnicos da agência.
A Artesp alega que o objetivo do plano é baratear a arrecadação eletrônica por meio da inserção de novos competidores. Hoje, apenas uma empresa está habilitada a operar. Além disso, as "tags" usariam o mesmo tipo de sistema de rádio (RFID) para comunicação entre veículos e antenas, mas em uma frequência mais baixa – de 915MHz, ante 5,8GHz dos equipamentos atuais. O novo sistema foi desenvolvido no Brasil, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Sonho meu

Para o diretor da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) Geraldo Vianna a medida não alcança seu "sonho" para os pedágios, que seria a redução nas tarifas praticadas. "Para isso, teria de haver revisão de contrato e, como comerciante, sei que contrato é inviolável", lamenta. Por isso, uma saída seria a redução de impostos sobre a tarifa – que segundo ele corresponderiam a 25% do valor total.
Embora o contrato de concessão das primeiras rodovias paulistas entregues à iniciativa privada previsse reajuste anual com base no Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), uma negociação deve permitir a mudança do fator de correção. A partir de 2012, segundo a Artesp, o percentual empregado será o medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O primeiro, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, alcança taxas em média mais elevadas do que o IPCA, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A aplicação do IPCA está prevista em contratos de concessão promovidos pelo governo federal em 2009.
Segundo estudo do professor Coca Ferraz, da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, especialista em transportes e trânsito que ocupou o posto de vice na chapa de Mercadante, o pedágio cobrado no estado tem peso de imposto. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a partir dos preços divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), demonstra que o motorista brasileiro gasta, em média, R$ 9,13 para percorrer 100 quilômetros de uma rodovia pedagiada. Em São Paulo, o valor é de R$ 16,04 pelo mesmo trajeto. A Artesp contesta os dados.
fonte:REDE Brasil Atual
 

 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pedagiotagem: Alckmin descumpre promessa e pedágio sobe em SP

pedágios de SP de Alckmin e Serra
Pedágio das estradas paulistas, que já é o mais caro do país, sobe 9,77% a partir do dia 1o de julho.
Por Cecilia Mantovan, Portal Linha Direta, com Rede Brasil Atual

As altas tarifas de pedágios nas estradas do Estado de São Paulo estiveram entre as principais pautas dos debates dos candidatos ao governo estadual na eleição de 2010. Enquanto o então candidato petista Aloizio Mercadante afirmava que era possível reduzir as tarifas, baseado em estudos, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, foi praticamente obrigado a prometer a revisão e a redução dos custos devido à pressão popular e ao crescimento do candidato do PT nas pesquisas.


Mesmo com essa promessa, os pedágios paulistas serão reajustados, a partir do dia 1º de julho, em 9,77%. Diferentemente do ano passado, os rejustes serão arredondados de R$0,10 em R$0,10.

Em sua primeira entrevista coletiva no cargo, em janeiro deste ano, Alckmin afirmou que as mudanças aconteceriam nos primeiros 12 meses de sua gestão e que estava realizando estudos para a criação de um índice específico para os pedágios.

Clique e veja o link para o Pedagiômetro, mecanismo que mede o quanto está sendo arrecadado em tempo real nos pedágios das estradas paulistas (http://pedagiometro.com.br/).
Veja os novos valores que os paulistas pagarão pelos pedágios de Alckmin e Serra

Rodovia
    Tarifa
Rodovia dos Imigrantes
R$ 20,10
Via Anchieta
R$ 20,10
Rodovia Washington Luis
R$ 12,40
Rodovia Antônio Machado Sant´Ana
R$ 11,00
Via Anhanguera
R$ 10,30
Rodovia Engº. Ermênio de Oliveira Penteado
R$ 10,10
Rodovia Carlos Tonanni
R$ 10,00
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 9,90
Rodovia Cônego Domênico Rangoni
R$ 9,40
Rodovia Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros
 R$ 9,10
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 8,50
Rodovia Com. João Ribeiro de Barros
R$ 8,40
Rodovia Raposo Tavares
R$ 8,40
Via Anhanguera
R$ 8,40
Rodovia Washington Luis
R$ 8,30
Rodovia Gal Milton Tavares de Souza
R$ 8,20
Rodovia Antônio Romano Schincariol
R$ 8,10
Rodovia Raposo Tavares
R$ 7,50
Rodovia Cornélio Pires
R$ 7,40
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 7,20
Rodovia Prof. Francisco da Silva Pontes
R$ 7,20
Rodovia Cândido Portinari
R$ 7,10
Rodovia dos Bandeirantes
R$ 7,00
Via Anhanguera
R$ 7,00
Rodovia Raposo Tavares
R$ 6,80
Rodovia Armando Salles de Oliveira
R$ 6,70
Rodovia Faria Lima
R$ 6,70
Rod. Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros
R$ 6,70
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 6,70
Rodovia Com. Pedro Monteleone
R$ 6,60
Rodovia Dep.Eduardo Vicente Nasser
R$ 6,60
Rodovia Washington Luis
R$ 6,60
Rodovia Dom Pedro I
R$ 6,50
Rodovia Engº Paulo Nilo Romano
R$ 6,50
Rodovia Pres.Castello Branco
R$ 6,40
Rodoanel Mário Covas
R$ 1,40
Rodovia Romildo Prado
R$ 1,30
Leia mais em: O Esquerdopata e e vejam também http://www.artesp.sp.gov.br/download/artesp_tarifas_pedagios_julho_2011.pdf
 
Pedágios têm peso de imposto

Fonte: Rede Brasil Atual

Em entrevista à Rede Brasil Atual, em maio deste ano, Coca Ferraz, professor da Universidade de São Paulo (USP/São Carlos) e especialista em transportes, afirmou que as tarifas de pedágio em São Paulo têm o peso de um imposto sobre produtos e serviços. Segundo ele, pesquisas apontam que as concessionárias de pedágios estão entre os setores mais lucrativos. “Eles (os pedágios) prejudicam o desenvolvimento econômico e social porque aumentam o custo”.

Segundo o especialista, os contratos do governo do estado de São Paulo com as concessionárias foram estabelecidos em “um patamar muito alto”. A taxa de rentabilidade dos contratos é alta, em torno de 25%, e o valor pago pela concessão também.

Para Ferraz, é uma contradição São Paulo ter o pedágio mais caro do mundo. “Causa estranheza que o PSDB que é um partido que defende redução de impostos, na verdade com o pedágio está aumentando imposto, isso é um imposto, que acaba refletindo no custo de produtos e serviços”, avalia.

A rentabilidade das empresas é confirmada pela pesquisa anual da agência de classificação de riscos, Austin Rating. Em 2010, a concessão de rodovias foi o quarto setor de atividade mais rentável, à frente dos setores industrial, químico, petroquímico e de construção. A concessão de rodovias teve rentabilidade em 2010 de 22,3%, ante 19% na área industrial, 15,8% na química e petroquímica e 15,3% no setor de construção e engenharia.

A elevação dos custos de transporte de mercadorias e de deslocamentos de pessoas têm levado empresas a deixarem o estado para fugir do custo São Paulo, conta Ferraz. “Empresas que têm consumidores em cidades na divisa do estado preferem abrir uma filial em outro estado para transportar mais barato”, conta.

Outra fuga ocorre no trânsito. Na tentativa de escapar dos pedágios, o trânsito nas rodovias vicinais e no interior das cidades fica sobrecarregado. “Aumentou o fluxo nas vicinais, o número de acidentes e o pavimento das estradas não tem estrutura”, descreve.

Mais caro

Reportagem da revista Quatro Rodas comparou o valor dos pedágios de todo Brasil e concluiu que as tarifas de pedágio de São Paulo são as mais caras do país. Na comparação com outros países, São Paulo também se manteve entre os mais altos.

Levantamento do Instituto de de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a partir dos preços divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), demonstra que o motorista brasileiro gasta, em média, R$ 9,13 para percorrer 100 quilômetros de uma rodovia pedagiada. Em São Paulo o valor é de R$ 16,04 pelo mesmo trajeto. Andar nas estradas paulistas custa mais que nas estradas do Chile, dos Estados Unidos e da Argentina. E está no mesmo patamar de rodovias da França, Portugal e Noruega, em que a renda média per capita é de US$ 59.100, cinco vezes maior que a do Brasil.

A diferença nos valores de pedágio é justificada pelo tipo de contrato. Todas as concessões em São Paulo são onerosas – ganha o leilão a empresa que oferecer mais ônus, uma espécie de aluguel pago ao estado, e que depois é repassado aos usuários. Outro ingrediente dos altos preços dos pedágios paulista são as taxas de retorno de investimento da maior parte das rodovias, em torno de 20%.

As rodovias paulistas já eram pedagiadas antes de 1998, mas o pedágio era estatal. A partir do ano de 1998 houve a concessão de 12 lotes rodoviários para a iniciativa privada. Os contratos além de serem concessão onerosa, também previam alta taxa de retorno e os reajustes eram calculados pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M). De 1997 a 2007, o índice variou bem acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo para medir a inflação.

Em âmbito federal, desde 1995, na gestão de Fernando Henrique Cardoso, o governo decidiu adotar o IGP-M para os reajustes anuais dos pedágios. Em 2007, no governo do então presidente Lula, durante a concessão da segunda etapa de rodovias, o governo passou a adotar o IPCA para reajuste, praticando taxa de retorno de 8,5%, sem a cobrança de ônus.

Na segunda etapa de concessão paulista, em 2008, o governo estadual seguiu o exemplo do governo federal e definiu o IPCA como indexador do reajuste tarifário. Mas em São Paulo ainda foi mantida a concessão onerosa.

Revisão

Coca Ferraz acredita que os contratos de concessão das rodovias paulistas contêm "cláusulas leoninas" - que atribuem a um dos contratantes, vantagens injustificáveis e prejudiciais ao outro. Essas cláusulas podem e devem ser revistas, pleiteia Ferraz. “As taxas de juros precisariam ser contestadas”, diz o professor.

A lei 8.666/1993, destinada a normatizar licitações e contratos da administração pública também prevê a revisão de cláusulas contratuais para garantir o equilíbrio econômico-financeiro.

O especialista defende a existência da concessão das rodovias, mas com menor valor de pedagiamento. “Teria de cobrar menos pela concessão, ter taxa de rentabilidade menor e um plano de melhorias menos ambicioso, diluído no tempo.”