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domingo, 5 de agosto de 2018

Vice de Alckmin, Ana Amélia tentou censurar site que revelou omissão de R$ 4,7 milhões em seu patrimônio. O TRE não permitiu

Veia da Odebrecht Vice de Alckmin Santo da Odebrecht , Ana Amélia tentou tirar do ar site que revelou omissão de R$ 4,7 milhões em seu patrimônio. O TRE não permitiu
Do DCM
A senadora Ana Amélia( A Veia da Odebrecht), que virou vice de Alckmin (O santo da odebrecht) para tentar morder votos da extrema direita bolsonarista, deve dar trabalho na campanha.
Ana Amélia tem um telhado de vidro gigantesco, especialmente vulnerável para alguém que se vende como a mais proba das criaturas.
Como no caso em que defendeu os meliantes que atacaram a caravana de Lula — “mostra onde estão os gaúchos”, disse –, ela joga pesado na Justiça.
Em 2014, quis tirar do ar um site chamado Sociedade Política, que revelou omissão de R$ 4,7 milhões em seu patrimônio. O TRE indeferiu o pedido.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE) indeferiu neste domingo um pedido do comitê da candidata ao governo Ana Amélia Lemos (PP) para retirar do ar o site Sociedade Política, que divulgou na última sexta-feira a omissão de uma fazenda de 1,9 mil hectares na declaração de bens da candidata à justiça eleitoral.
A fazenda Saco do Bom Jesus, localizada no município de Formosa (GO), foi adquirida por Ana Amélia e pelo marido, senador Octávio Cardoso, em duas operações, em 1984 e 1986. Em janeiro deste ano, o patrimônio foi incorporado aos bens da atual senadora depois de concluído o inventário resultante da morte de Cardoso, ocorrida em 2011.
O espólio de Cardoso foi avaliado em R$ 9,47 milhões, dos quais R$ 4,74 milhões couberam a Ana Amélia, viúva do senador. Os dois se casaram em comunhão universal de bens em 1990, depois de viverem em união estável por mais de dez anos. O inventário foi registrado no 2º Tabelionato de Notas de Formosa no dia 27 de janeiro deste ano.
Na declaração de bens da candidata ao Tribunal Superior Eleitoral não consta o patrimônio resultante do inventário, que inclui 36% das terras em Goiás – cerca de 680 hectares – e metade das 600 cabeças de gado da fazenda. Também fizeram parte do espólio imóveis em Porto Alegre e em Lagoa Vermelha, terra natal da senadora, veículos e títulos de capitalização. Os outros bens foram divididos entre as três filhas do senador.
Ao TSE, entretanto, Ana Amélia declarou um patrimônio de R$ 2,55 milhões, constituído por imóveis, veículos e aplicações financeiras. O bem de maior valor da declaração é um apartamento em Brasília, avaliado em R$ 816 mil. O patrimônio omitido é praticamente o dobro do que foi declarado à justiça eleitoral.
A primeira matrícula dos imóveis, que se refere a uma área de 1.030 hectares, foi registrada no dia 6 de dezembro de 1984 no 1o Cartório de Notas de Formosa. Outra parte da fazenda, adquirida para fins de reserva florestal legal, foi adquirida no dia 3 de julho de 1986.
Segundo o advogado Fabrício Maia, um dos administradores do blog Sociedade Política, a fazenda já fazia parte do patrimônio de Ana Amélia antes da morte do senador e, portanto, deveria ter sido declarada ao TSE tanto na eleição deste ano quanto no pleito de 2010, em que a atual candidata ao governo foi eleita senadora. (…)
A assessoria jurídica da candidata queria tirar o site do ar alegando que as propriedades não precisariam ser declaradas à justiça eleitoral por constarem da declaração de renda do espólio de Cardoso. Além disso, alegava que a página divulga “afirmações ofensivas à honra” de Ana Amélia. A ação deu entrada no TRE ainda no sábado.
A desembargadora Liselena Robles Ribeiro, entretanto, considerou improcedente o pedido e remeteu o caso à Procuradoria Regional Eleitoral. (…)
O desembargador aposentado Antônio Augusto Mayer dos Santos, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB gaúcha, classificou a situação como “singular”.
— A lei eleitoral menciona uma declaração dos bens disponíveis pelos candidatos, que são de uso cotidiano, o que não parece ser o caso da fazenda em questão. Mas de fato o tema merece uma interpretação mais detalhada — afirmou.
A desembargadora Lúcia Koppitke, que foi juíza do TRE gaúcho, avaliou que a omissão os bens ferem a legislação eleitoral vigente:
— Pelo regime de união entre os dois, metade da propriedade já era da senadora mesmo antes da morte do marido. No meu entendimento, deveria constar da declaração de bens à justiça eleitoral — disse.


Documento reproduzido em site aponta propriedade de fazenda em nome de Ana Amélia
Documento reproduzido em site aponta propriedade de fazenda em nome de Ana Amélia

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Geraldo Alckmin pede quebra de sigilo de usuários do Twitter que o criticaram

Postagens que motivaram a ação chamam o tucano de 'ladrão de merenda' e 'corrupto
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin(PSDB/SP), recorreu à Justiça para descobrir a identidade de seis usuários do Twitter que usaram a rede social para postar xingamentos contra ele. A ação, que foi antecipada na edição dessa quarta-feira, 9 do jornal Folha de S.Paulo, e confirmada pelo Estado está sendo coordenada pelo advogado Anderson Pomini, que será o secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de São Paulo.




Foto: Nilton Fukuda/Estadão
Geraldo Alckmin PSDB/SP pede quebra de sigilo de usuários do Twitter que o criticaram
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)
As postagens que motivaram a ação chamam o tucano de "ladrão de merenda" e "corrupto" em referência ao esquema de fraudes em licitações da merenda escolar em municípios paulistas. A organização criminosa foi desmontada em janeiro pela Operação Alba Branca, integrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. 
O advogado do governador pede que o Twitter revele os IPs (endereço virtual) dos computadores usados para publicar as mensagens. O objetivo é processar os autores e com isso coibir novas iniciativas como essa.
A ação apresentada por Alckmin pede, ainda, que o processo tramite em segredo de Justiça. Procurado, o Palácio dos Bandeirantes não quis se pronunciar.
Fonte:Estadão

sábado, 3 de setembro de 2016

Geraldo Alckmin e Temer proíbem protestos na Paulista neste domingo contra Temer

Geraldo Alckmin e Michel Temer proíbem protestos na Paulista neste domingo contra Temer, violam os direitos individuais cometendo crime de responsabilidade
Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou nesta quinta-feira (1º) que manifestações na avenida Paulista neste domingo, 4, estão proibidas; motivo oficial seria a "passagem da tocha paraolímpica, que integra a cerimônia oficial dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016"; protesto contra o golpe de Estado contra a  Dilma Rousseff e a posse do  Michel Temer já teve a confirmação de 18 mil pessoas pelo Facebook; nesta quarta-feira, 31, sete pessoas ficaram feridas na capital paulista após confrontos com a Polícia Militar
SP Brasil 247 - A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou nesta quinta-feira (1º) que manifestações na avenida Paulista neste domingo, 4, estão proibidas.
Em comunicado à imprensa, a pasta alega como motivo a "passagem da tocha paraolímpica, que integra a cerimônia oficial dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016".
Embora o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) tenha dito que não recebeu comunicados de atos para este domingo, uma manifestação organizada pela Frente Povo Sem Medo para às 14h deste domingo. O evento já teve a confirmação de 18 mil pessoas pelo Facebook.
No comunicado, a secretaria afirma que "será evitado o fechamento das vias importantes da cidade" para que "sejam preservados os direitos das pessoas que não participam das manifestações e garantida a ordem pública". Nesta quarta (3), sete pessoas ficaram feridas na capital paulista após confrontos com a Polícia Militar em protestos contra a posse de Michel Temer e o golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff.
Lembrando  que nos protestos pró golpe Geraldo Alckmin liberou as catracas do metrô e teve policial tirando fotos com "manifestantes" e contra o regime Temer só repressão policial

Atualização  

Manifestação anti-Temer deste domingo na av. Paulista é reagendada para 16h30
Manifestantes protestam na Avenida Paulista contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e contra Golpista Michel Temer PMDB
Manifestantes protestam na Avenida Paulista contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff
Após o impasse entre governo estadual e movimentos sociais, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) autorizou as manifestações contra o governo de Michel Temer a partir das 16h30 na avenida Paulista no próximo domingo. Por meio de redes sociais, a Frente Brasil Popular, um dos organizadores, confirmou a mudança para 16h30. Segundo a SSP, foi negociado com a Prefeitura de São Paulo e os organizadores da manifestação convocada para este domingo. Segundo a secretaria, "no horário acordado, o evento de passagem da tocha paraolímpica, cerimônia oficial da Rio 2016, já terá sido encerrado". Anteriormente, o governo Alckmin havia proibido manifestações políticas na avenida no domingo, já que "toda a extensão da avenida Paulista" seria ocupada pelos participantes do evento paraolímpico.
Durante essa semana, três protestos que aconteceram em São Paulo acabaram em confronto entre policiais militares e manifestantes. Nesta sexta-feira, parlamentares do PT pediram à Procuradoria Geral da República que fosse garantida a segurança na manifestação de domingo.

DA UOL

quarta-feira, 20 de julho de 2016

GERALDO ALCKMIN NOMEIA COMO SECRETÁRIO ADVOGADO QUE JÁ DEFENDEU DITADURA

GERALDO ALCKMIN NOMEIA COMO SECRETÁRIO ADVOGADO QUE JÁ DEFENDEU DITADURA

Secretário particular de Alckmin entre 2013 e 2014, Ricardo Salles, fundador do movimento Endireita Brasil, tomou posse no Meio Ambiente nesta segunda (18), após o seu partido, o PP, ter aderido à pré-candidatura de João Doria (PSDB) à Prefeitura de São Paulo; ele diz ter sido "mal interpretado" ao questionar crimes cometidos por militares na ditadura, mas argumenta que, no Brasil, prevalece uma versão, a da esquerda: "Os militares fizeram coisa errada? Fizeram, não tenho dúvida. A guerrilha também fez"

247 - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) trouxe de volta à gestão o fundador do movimento Endireita Brasil, Ricardo Salles, que já defendeu ditadura militar.
Secretário particular de Alckmin entre 2013 e 2014, Salles tomou posse no Meio Ambiente nesta segunda (18), após o seu partido, o PP, ter aderido à pré-candidatura de João Doria (PSDB) à Prefeitura de São Paulo.
Ele diz ter sido "mal interpretado" ao questionar crimes cometidos por militares na ditadura, mas argumenta que, no Brasil, prevalece uma versão, a da esquerda. "Os militares fizeram coisa errada? Fizeram, não tenho dúvida. A guerrilha também fez", afirmou, em entrevista à “Folha de S. Paulo”.
"Alguns fatos precisam ser imputados à direita e alguns à esquerda. Isso não anula o passado, mas esclarece o que hoje está meio esquisito, mal explicado", defendeu (leia aqui).

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Gestão Geraldo Alckmin põe sigilo de 50 anos em registro policial



O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decretou sigilo de 50 anos sobre dados de boletins de ocorrência registrados pela polícia de São Paulo.
A classificação foi definida pela Secretaria da Segurança Pública e publicada no início deste mês no "Diário Oficial", como parte de uma série de revisões prometida por Alckmin no segredo de documentos e informações do Estado.
A impossibilidade de acesso aos BOs, na prática, pode inviabilizar o confronto de dados estatísticos de crimes divulgados pela secretaria.
A publicação estabeleceu os 50 anos de sigilo ao "histórico de registro digital de ocorrência e boletim eletrônico de ocorrência, quando não for possível a proteção dos dados pessoais dos envolvidos e testemunhas".
Ela abre margem para que seja negado acesso a todos os registros –já que esses documentos incluem informações de quem registrou a queixa, testemunhou ou foi citado.
A Secretaria da Segurança Pública não esclareceu se alguma parte dos documentos será de acesso público.
Ela diz que "não houve mudança na divulgação de informações do histórico dos boletins de ocorrência" porque, "conforme já vinha sendo decidido pela SSP e Ouvidoria", os registros "só não poderão ser divulgados quando expuserem dados pessoais ou permitir a identificação de envolvidos e testemunhas".
Em dezembro de 2013, a Polícia Civil havia estabelecido sigilo sobre dados de "qualificação em registros digitais de ocorrências, boletins eletrônicos de ocorrências e peças de polícia judiciária (físicas, eletrônicas e/ou digitalizadas)". Neste decreto, a alegação é que se tratavam de dados pessoais, mas não havia a especificação de prazo.
Atualmente, a pasta só tem informado relatos resumidos de ocorrências por telefone. Já advogados de suspeitos, como partes envolvidas, têm acesso aos boletins.
Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, não existe justificativa para sigilo. Segundo ela, polícias e pesquisadores do país querem se debruçar sobre os dados de São Paulo para entender a redução dos homicídios nos últimos anos.
ULTRASSECRETOS
Alckmin havia revogado sigilos estaduais no ano passado, após a Folha mostrar que documentos do Metrô e da CPTM haviam se tornado ultrassecretos. Com isso, a população só poderia verificar motivos de atrasos em obras, por exemplo, em 25 anos.
O governo se comprometeu, em outubro, a divulgar em 60 dias novas tabelas de informações estaduais sigilosas –algo que está sendo oficializado agora, com atraso.
O novo decreto da Secretaria da Segurança também barra acesso a dados de efetivos policiais e normas e manuais das corporações, classificados como secretos –15 anos de sigilo. No total, informações de inteligência foram classificados como ultrassecretas –só podendo ser divulgadas depois de 25 anos.
O governo afirmou que as informações referentes ao planejamento estratégicos tem de ser preservadas pela "necessidade de garantir a segurança da sociedade".
Neste mês, a Folha revelou que a gestão Alckmin havia decidido tornar públicos 263 conjuntos de documentos do transporte metropolitano.
Fonte:Folha

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Funcionário e militante do PSDB cria movimento contra as ocupações escolares em SP

A página “Devolve Minha Escola”, que desmoraliza as ocupações de estudantes contra a reorganização escolar, é administrada por um militante tucano que trabalha no Diretório Municipal do partido em Guarulhos. Além da página, grupo composto por integrantes da juventude tucana frequenta escolas e faz ameaças: “Se não vai sair por bem, vai sair por mal”
Por Redação*
Ao mesmo tempo em que o governo de São Paulo e a secretaria estadual de Educação articulam ações para retomar as escolas ocupadas por estudantes, um grupo que diz reunir pais e alunos, mas que na verdade é composto, em sua maioria, por integrantes da juventude tucana, incentiva nas redes sociais e nos próprios colégios os manifestantes a deixarem a mobilização.  Eles também sugerem à população que apoie a reorganização proposta pelo governo.
Para isso, foi criada na semana passada uma página no Facebook chamada “Devolve Minha Escola”, que diz “ser contra as ocupações e contra a destruição de documentos da escola”. Passando a ideia de que a mobilização contra as ocupações teria partido de pais e alunos, a página posta dados sobre os supostos “benefícios” da reorganização e acusa entidades como CUT, Apeoesp e até mesmo o PT de estarem por trás da luta dos estudantes.
Geraldo Alckmin PSDB com Roney Glauber, o administrador da página "Devolve Minha Escola". (Foto: Reprodução/Facebook)
Geraldo Alckmin com Roney Glauber, o administrador da página “Devolve Minha Escola” (Foto: Reprodução/Facebook)
Um dos coordenadores do “Movimento Ação Popular”, que criou a iniciativa “Devolve Minha Escola”, é o estudante de história de 28 anos Roney Glauber. O jovem, além de militante e filiado do PSDB, trabalha no Diretório Municipal do partido em Guarulhos. Em seu Facebook, o estudante, que já foi eleito presidente da juventude do partido em 2013, coleciona posts contra as ocupações e fotos com o governador Geraldo Alckmin.
“Muitos são filiados, mas o núcleo [do movimento] é indiferente às posições do PSDB. Defendemos a reorganização e entendemos que é possível implementar o ciclo único”, disse Roney em entrevista ao Estadão.
O grupo garante já ter visitado mais de 150 escolas por todo o estado para “explicar” aos estudantes a reorganização e convencê-los a deixar as ocupações. Uma das manifestantes de uma escola ocupada da capital, que recebeu a visita do grupo, afirmou que eles, inclusive, fazem ameaças aos alunos.
“Eles chegaram aqui dizendo entender a mobilização, quiseram entrar e convencer alguns alunos de que tudo não valia a pena, que a reorganização era uma coisa boa. Depois viram que não iriam conseguir nada e ainda disseram antes de ir embora que ‘tudo bem, se não vai sair por bem, vai sair por mal”, revelou ao site Democratize a aluna de 16 anos que preferiu, não se identificar temendo represálias.
Procurada, a administração da página “Devolve Minha Escola” informou que o grupo é formado por membros de entidades estudantis como a UMES e outros movimentos, como “Juventude em Ação”, o “Movimento dos Contrários” e o “Movimento Ação Popular”. Eles ressaltam, contudo, que neste último mês “há sim jovens ligados ao PSDB, mas nenhum dos administradores está empregado no poder público ou mesmo recebe remuneração por ter criado ou por fazer a manutenção da página”.
Quanto à denúncia da estudante, os administradores da página afirmam que “não é política e nem orientação do grupo que se façam ameaças aos alunos a ponto de forçar a desocupação”.
Questionados sobre quem, exatamente, administrava a página, eles disseram que “devido ao alto número de ameaças que recebemos em nossa página, reservamo-nos no direito de não identificar nominalmente os administradores por prezarmos por nossa integridade física”.
*Matéria atualizada em 01/12, às 16h35

domingo, 25 de outubro de 2015

Ditadura: Governo Alckmin reduz autonomia de conselho de transparência

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decretou mudanças que enfraqueceram o poder da sociedade no conselho estadual de transparência.
Criado em 2011, o objetivo do órgão é emitir recomendações e discutir sobre a forma como a administração estadual disponibiliza as informações públicas de secretarias e empresas estatais.
Uma das alterações que diminuíram a força da sociedade no Conselho de Transparência da Administração Pública foi um decreto de março deste ano elevando os membros do governo no órgão para oito –enquanto representantes de entidades seguem com seis membros, o que pode desequilibrar as votações.
Outra mudança que turbina o poder do governo dentro do conselho se refere à cadeira da presidência, que, pelo regimento do órgão, tem o voto de desempate e organiza a pauta das reuniões.
A regra anterior definia que o titular fosse preferencialmente da sociedade civil. Agora, o presidente será integrante da Secretaria de Governo, chefiada pelo homem forte da gestão Alckmin, o secretário Saulo de Castro.
Neste mês, a Folha revelou que a gestão tucana, a poucos meses das eleições, classificou documentos do metrô como ultrassecretos –sigilosos por período de 25 anos.
O governador revogou a medida e determinou uma revisão dos sigilos –incluindo ainda os de outros órgãos, que vieram à tona depois, como da Sabesp, Polícia Militar e Administração Penitenciária.
O mandato do atual presidente do conselho, Edson Vismona, da Associação Brasileira de Ouvidores, já se esgotou. Ele ocupa o cargo interinamente até o novo titular, ligado ao governo, assumir.
Membro do conselho, Vagner Diniz, gerente do escritório brasileiro do W3C (consórcio mundial da internet), classificou a decisão do governo como um “um retrocesso” e “uma surpresa”. “Deliberamos que fosse enviado um ofício ao governador para ele explicar os motivos de uma mudança tão significativa. Isso foi enviado há mais de seis meses e ele nem se dignou a responder”, diz.
Outra representante da sociedade, Denise Auad, da Faculdade de Direito de São Bernardo, afirma que a cadeira da presidência foi uma “grande perda”. “Acho que [deveria haver] pelo menos uma alternância [entre governo e sociedade civil]“, afirma.
O atual presidente, Edson Vismona, diz que a sociedade ainda terá voz no órgão e que o governo já atendeu a deliberações importantes, como a de criar portais de transparência de cidades pequenas.
O governo estadual, porém, atendeu a menos da metade das recomendações do conselho, segundo cálculo de Vismona. Entre as sugestões está a divulgação da agenda de trabalho do secretariado. Na página da Secretaria de Governo, responsável pelas ações de transparência, não há nem sequer a agenda do secretário Saulo de Castro.
“Essas questões de sigilo que vieram à tona recentemente mostram que a política de transparência, na verdade, não existe. As ações de transparência estão muito mais vinculadas ao marketing”, afirma Vagner Diniz.
CONSELHO DE TRANSPARÊNCIA
Órgão da gestão Alckmin perde força e tem autonomia reduzida
O que é
Órgão criado em 2011 para emitir recomendações que melhorem a transparência ao governo
Como é composto
Antes
> Formado por seis membros da sociedade civil e seis do governo
> Presidência é preferencialmente da sociedade civil
Depois
> Formado por seis membros da sociedade civil e oito do governo
> Presidência será sempre de um integrante da Secretaria de Governo
37
deliberações emitidas até o momento
46%
das deliberações foram adotadas até o momento
Informações da Folha
Dos Amigos do Brasil

quarta-feira, 22 de abril de 2015

PM de Alckmin prende professor por tentar entrar no plenário da Assembleia Legislativa.

Toda a truculência da PM e o governo Alckmin. Um professor de Mauá foi preso por tentar entrar no plenário da Assembleia Legislativa.
Enquanto na manifestação golpista do PSDB e a Globo contra a presidenta Dilma os policiais tiram fotos com "manifestantes", agora dos professores buscando salários melhores são covardemente agredidos e presos , mas para pagar 70 mil por mês a blogueiro para falar mal de adversários(o equivalente a salário de 35 professores e 24 policiais) e reajustar o próprio salário para R$ 21.631,00(vinte e um mil seiscentos e trinta e um reais) e de secretários tinha dinheiro de sobra.  
Manifestação dos professores por reajuste que implicou prisão de um deles


Toda a truculência da PM e o governo Alckmin. Um professor de Mauá foi preso por tentar entrar no plenário da Assembleia Legislativa.
Posted by PT Alesp on Quarta, 22 de abril de 2015
Agora a manifestação do PSDB e Globo contra Presidenta Dilma

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Com posse de Alckmin, SP é o estado há mais tempo sem alternância de poder

A administração tucana teve início em 1995, com Mario Covas, e desde então o partido ganhou todas as eleições
Geraldo Alckmin (PSDB) começou na manhã desta quinta-feira 1 seu novo mandato como governador de São Paulo. Desta forma, os tucanos no estado estabelecem um recorde: levantamento feito por CartaCapital mostra que este é o estado há mais tempo sem alternância de poder. A administração tucana teve início em 1995, com Mario Covas, e desde então ganhou todas as eleições. Portanto, com a reeleição de Alckmin, chegará a 24 anos a frente do estado.
Covas foi homenageado nesta quinta por Alckmin. Ele encerrou o pronunciamento de posse fazendo uma homenagem ao ex-governador em 2001, quando Alckmin ocupava o cargo de vice-governador. O governador repetiu uma frase de Mário Covas: “São Paulo não pode esperar um dia, um minuto, para oferecer ao país sua parcela de luta. São Paulo nunca vai virar as costas ao Brasil”.
Houve um hiato de nove meses em 2006, período no qual o Estado foi governado por Claudio Lembo, então integrante do PFL (hoje DEM). Vice de Geraldo Alckmin, Lembo assumiu São Paulo quando o tucano deixou o cargo para disputar a eleição presidencial de 2006.
Atrás de São Paulo aparece o Acre como estado há mais tempo sem alternância de poder. O PT governa o Acre desde 1999, quando Jorge Viana, atualmente senador, assumiu o cargo. Ele foi reeleito em 2002 e deu lugar, em 2007, a Binho Marques. Eleito em 2010, Tião Viana (irmão de Jorge) foi reeleito neste ano.
Em Minas Gerais o PSDB está no poder desde 2003, quando Aécio Neves foi eleito. Ele permaneceu no governo até 2010, quando disputou a eleição ao Senado e foi substituído por seu vice, o tucano Antonio Anastasia, que acabou reeleito naquele ano.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Alckmin fala grosso com trabalhador do metrô e fino com propineiros engravatados do trensalão.


Alckmin fala grosso com trabalhador do metrô e fino com propineiros engravatados do trensalão.
Alckmin fala grosso com trabalhador do metrô e fino com propineiros engravatados do trensalão.

O governador Geraldo Alckmin é um carrasco quando lida com trabalhador. Já tinha ganho na Justiça do Trabalho contra a greve no Metrô. Aproveitou a decisão judicial para demitir 42 trabalhadores, chefes de família, para intimidar os demais grevistas.

Os metroviários fizeram assembléia e depois reunião com a diretoria do Metrô, para voltarem ao trabalho, mediante readmissão dos demitidos. O presidente do Metrô aceitou, mas quando foi consultar o governador, Alckmin barrou a readmissão. Com isso o clima de greve continua. A classe ameaça parar de novo dia 12.

É com essa truculência que ele trata trabalhadores. Mas quando é para lidar com o pessoal do colarinho branco que fez desvios bilionários em contratos do Metrô com as multinacionais Alstom, Siemens e outras, Alckmin fala fininho, impede tudo quanto é CPI, não afastou secretários suspeitos, não demitiu ninguém. Uso velho bordão de que tem que esperar investigações.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

PSDB quer proibir que a população saiba da falta de água em São Paulo

 PSDB vai à Justiça Eleitoral contra pesquisa sobre falta d'água em SP
 A falta d’água no Estado de São Paulo afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, contra 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.”
A falta d’água no Estado de São Paulo afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, contra 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.”

“Os dados são de pesquisa do Instituto Data Popular, que ouviu 18.534 pessoas em 70 cidades do Estado. Pelo levantamento, 59% dos paulistas acreditam que sofrerão com falta d’água até o fim do ano. E apontam como principal culpado pelo problema o governo estadual (Geraldo Alckmin (PSDB) (41%), a Sabesp (29%), o governo federal (9%) e a falta de chuva (7%).”


 PSDB quer proibir  que a população saiba da falta de água
O diretório paulista do PSDB apresentou nesta quarta-feira (7) uma notificação à Justiça Eleitoral contra o Instituto Data Popular por causa de uma pesquisa de opinião sobre a falta d'água no Estado, governado pelo tucano Geraldo Alckmin.

O partido considera que o levantamento feito com 18.534 pessoas em 70 cidades "tem nítida natureza eleitoral" e deveria ter seguido recomendações como o registro prévio. Parte dos resultados foi publicada na coluna Mônica Bergamo de hoje.

Procurado para comentar a ação, o presidente do instituto, Renato Meirelles, não foi localizado.

Segundo a pesquisa, a falta de abastecimento afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, ante 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.

Ainda de acordo com o instituto, 59% dos paulistas acreditam que sofrerão com falta d'água até o fim do ano. Eles apontam como principal culpado pelo problema o governo estadual (41%), a Sabesp (29%), o governo federal (9%) e a falta de chuva (7%).

Para o PSDB, embora a pesquisa não seja sobre intenção de voto, ela "trata da avaliação do eleitor quanto a serviços públicos" e "impacta o ambiente eleitoral, em ano em que se realizam as eleições estaduais com a possibilidade de reeleição".

A legenda pede, no documento, que o Tribunal Regional Eleitoral notifique o Data Popular para que o instituto forneça informações como o nome de quem contratou a pesquisa, valor pago por ela, questionário aplicado aos entrevistados e metodologia.

Além disso, o partido quer autorização para ter "acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados, incluídos os referentes à identificação dos entrevistadores" para que "possa confrontar e conferir os dados publicados". Deu na Folha

MP investiga Sabesp por descumprimento de acordo para uso do Cantareira 


MP investiga Sabesp por descumprimento de acordo para uso do Cantareira
O MP (Ministério Público de São Paulo) investiga a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que opera o Sistema Cantareira, por suposto descumprimento uma série de exigências estabelecidas em 2004 para a outorga de captação de água nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Entre elas estão a falta de um plano de emergência para épocas de seca, falta de monitoramento do nível do rio Piracicaba e inexistência de ações que visassem reduzir a dependência da região de Campinas e da grande São Paulo do Sistema Cantareira.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Senador Aloysio Nunes (PSDB) agride e manda prender blogueiro

"Vai a PQP, vagabundo!". Senador Aloysio Nunes não gostou de ser questionado sobre o cartel dos trens e seu suposto envolvimento com o caso Alstom-Siemens

O blogueiro Rodrigo Grassi foi detido ontem pela Polícia do Senado depois de entrevistar o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Grassi fez perguntas sobre o cartel dos trens e o suposto envolvimento de Aloysio com o caso Alstom-Siemens, provocando uma reação violenta do parlamentar. “Vai para a puta que te pariu”, gritou Aloysio, que, em seguida, passou a chamá-lo de vagabundo e tentou também impedir o registro das imagens. Grassi produziu o vídeo que segue a abaixo: Em caso de censura mais copia

Mais um
Senador Aloysio Nunes agride e manda prender entrevistador quando perguntado da CPI em São Paulo from forapsdb on Vimeo.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Em ano eleitoral de propinão tucano, Zorra Total da Globo tira do ar quadro do metrô e coloca ônibus

A Globo resolveu trocar o metrô do programa Zorra Total por um ônibus.

Será que mudaram para o povo não lembrar do escândalos das propinas dos trens e metrô, por tucanos de SP?

Para colocar a cereja no bolo do tucanismo da emissora, não é um ônibus qualquer, que poderia ser em Salvador, Manaus, Belo Horizonte, cidades governadas pelo PSDB, DEM e PSB. É "Ônibus na Marginal Parada", para situar o quadro em São Paulo, onde o prefeito é do PT.

Para completar o nome da motorista será "Soninha". Claro que qualquer semelhança com a Soninha do PPS deve ser só "coincidência".


Em ano eleitoral de propinão tucano, Zorra Total da Globo tira do ar quadro do metrô e coloca ônibus

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Tucano silencia após confirmar corrupção e ser demitido do governo Alckmin

Benedito Dantas Chiaradia foi demitido após confirmar a existência de um esquema de corrupção em governos tucanos de São Paulo
Ocupante de cargos estratégicos nos governos tucanos de Geraldo Alckmin e José Serra, o ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CTPM) Benedito Dantas Chiaradia preferiu não comentar, nesta sexta-feira, a sua exoneração do cargo. Chiaradia foi demitido após prestar depoimento, na Polícia Federal (PF), no qual confirmou o pagamento de propina das empresas multinacionais Alstom e Siemens a agentes públicos no Estado de São Paulo. A PF segue com as investigações na área metroferroviária.
Chiaradia ocupou uma diretoria da CPTM entre 1999 e 2002 e afirmou, em depoimento, que o consultor Arthur Teixeira era apontado como intermediador das empresas do cartel. Ele viabilizava, segundo os relatos que afirma ter ouvido, o pagamento de propina para o hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Robson Marinho, chefe da Casa Civil do governo Mário Covas nos anos 1990, e para servidores da CPTM e do Metrô. Até o fim do ano passado Chiaradia se manteve em cargo de direção no Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), autarquia do governo paulista. Foi exonerado no dia 20 de dezembro, um mês e pouco após o depoimento à Polícia Federal.
Chiaradia foi a terceira testemunha a citar propina do cartel no inquérito e a primeira de dentro do próprio governo a revelar os crimes contra o Erário. Hoje, a PF tem em mãos um depoimento do ex-diretor da empresa alemã Siemens Everton Rheinheimer no qual ele cita propina para diretores de estatais de trens e para políticos – três deles ocupam hoje o secretariado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Rheinheimer foi incumbido de produzir as provas necessárias às suas declarações. Outra testemunha que citou aos policiais federais a propina – mas num contexto de que apenas suspeitava dela – o executivo da Siemens Mark Gough foi transferido para a empresa, na Alemanha.
Chiaradia trabalhou na CPTM como diretor administrativo e financeiro, quando foi contemporâneo de João Roberto Zaniboni, Oliver Hossepian e Ademir Venâncio, que ocupavam cargos de chefia na estatal. Os três foram indiciados no inquérito pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crime financeiro e formação de quadrilha. O ex-executivo foi um dos signatários de um dos três contratos da CPTM que a Siemens denunciou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – a empresa alemã admitiu ao órgão federal as combinações entre as empresas a fim de evitar ou diminuir futuras sanções. Há mais três contratos sob suspeita, nos metrôs de São Paulo e de Brasília. Chiaradia, porém, não foi indiciado porque a Polícia Federal não encontrou problemas em suas movimentações financeiras ao quebrar seus sigilos.
No depoimento de novembro, ele declarou que “Teixeira tinha contato muito próximo e constante com Oliver, Ademir e Zaniboni” e que “acredita que essas reuniões eram para tratar de propina”. Chiaradia disse acreditar que um dos motivos para ter deixado a CPTM naquela época “foi justamente não ter convívio social” com os outros três, “o que demonstrava a clara má vontade para assuntos relativos ao pagamento de propinas”. Ele também disse crer que os valores encontrados nas contas de Zaniboni na Suíça eram “a título de propina”.
O ex-diretor da CTPM tem uma longa ficha de serviços prestados ao Estado de São Paulo. Como advogado, chefiou o departamento jurídico do Metrô entre 1975 e 1983. Entre 1983 e 1986 assessorou secretários de Segurança Pública e foi chefe de gabinete de Miguel Reale Jr. Depois de uma incursão de uma década no setor privado, voltou ao serviço público em postos no governo estadual. Entre 2005 e 2007 foi secretário-geral da Assembleia Legislativa de São Paulo. Depois voltou para o Executivo paulista, retomando cargos nas direções de estatais e autarquias. O inquérito do cartel, aberto em 2008, está no Supremo Tribunal Federal pois os secretários de Alckmin são deputados licenciados e têm foro privilegiado.
Procurado para explicar a demissão de Benedito Dantas Chiaradia, o governo paulista informou por duas vezes, via assessoria de imprensa, que se pronunciaria sobre o caso. Mas voltou atrás e afirmou que quem deveria se manifestar seria o DAEE. A autarquia afirmou, em nota, que Chiaradia “foi afastado do cargo por estar sendo investigado pela Polícia Federal”. A assessoria do conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado, foi contatada, mas ele não foi localizado para se manifestar sobre o caso. O criminalista Luiz Fernando Pacheco, que defende os ex-diretores da CPTM João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio, rebateu as declarações de Chiaradia.
– São meras especulações sem qualquer indício de veracidade. Zaniboni nunca recebeu propina, Zaniboni e Ademir nunca formaram cartel. Eles desafiam esse senhor (Chiaradia) a provar publicamente qualquer uma de suas acusações – afirmou.
Pacheco disse que Venâncio “nega que tenha participado de qualquer reunião com Zaniboni, (Oliver) Hossepian e esse sujeito (Chiaradia)”. Já o criminalista Eduardo Pizarro Carnelós, que defende Arthur Teixeira, reagiu taxativamente.
– Isso é de uma leviandade inaceitável. Pessoas disseram, mas que pessoas são essas? Quero saber quem são essas pessoas para saber se confirmam essa versão dele (Chiaradia). Dizer que ouviu de pessoas inominadas tem o mesmo sentido de uma denúncia apócrifa – afirmou.
Carnelós observa que Teixeira “manteve contatos periféricos com Chiaradia”.
– Ele não atuava na área técnica. Essa afirmação não faz sentido, tanto é que não diz nome de nenhuma pessoa, o que equivale a uma denúncia anônima, sem valor. Teixeira nunca pagou propinas – acrescentou.
O criminalista Marcelo Martins de Oliveira, defensor de Oliver Hossepian, foi sucinto:
– Hossepian jamais recebeu propinas e sua vida modesta é a maior prova de idoneidade.
A Secretaria de Transportes Metropolitanos disse que “colabora com todos os órgãos de fiscalização, inclusive Polícia Federal e Ministério Público” e que “tem todo o interesse em apurar e esclarecer os fatos”.
Novas provas
Vice-presidente de Assuntos Jurídicos da Siemens, Fabio Selhorst afirmou, nesta sexta-feira, que a empresa convocou o principal delator do cartel, o ex-diretor Everton Rheinheimer, à sede da empresa, na Alemanha, na véspera, para ele “produzir provas do que está falando”. A informação foi divulgada em entrevista à revista América Economia, especializada na área econômica. A viagem foi feita no ano passado. Rheinheimer afirmou, em colaborações premiadas na Polícia Federal e no Ministério Público Federal, que as empresas do setor não só praticavam cartel como corrompiam políticos paulistas pagando propina. Para Selhorst, promotores de São Paulo chegaram a negociar uma delação premiada com o ex-diretor, mas desistiram após concluírem que ele não tem como provar as acusações.
Selhorst concedeu a entrevista em 17 de dezembro. Nela, criticou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) por inicialmente ter processado apenas a Siemens – por determinação judicial, o Estado incluiu as demais empresas denunciadas no caso, mas Alckmin sempre frisou que a Siemens era ré confessa e que as outras serão excluídas dos autos caso não se encontre nada contra elas.
– A ação que ele ajuizou foi prematura. O fato de atacar a Siemens e não os demais estimula o silêncio das outras partes – disse.
Segundo o executivo, de acordo com os seus cálculos, se ficar comprovado sobrepreço de 30% do valor dos contratos, conforme estimativa sobre os seis contratos denunciados, a Siemens deveria devolver aos cofres paulistas R$ 37 milhões.
– É um valor muito diferente dos R$ 570 milhões que a mídia divulga – repara.
Em nota, o governo paulista discordou de Selhorst e afirmou que “está defendendo o interesse público”: “Nunca foi dito que a ação de indenização se limitaria à Siemens, mas que começaria por ela porque é ré confessa no âmbito do acordo de leniência”.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Alckmin leiloa terrenos onde vivem 400 pessoas; e sequer comunica as famílias

O entregador José Barbosa exibe conta de luz de 1993 e exige reconhecimento da moradia

O entregador José Barbosa exibe conta de luz de 1993 e exige reconhecimento da moradia Danilo Ramos/RBA

Defensoria Pública do Estado vai ingressar hoje (10) com ação para suspender venda; investida completa processo de exclusão em área nobre da zona sul de São Paulo
Rodrigo Gomes, RBA
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), colocou à venda 60 terrenos onde vivem cerca de 400 famílias na região da avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da capital paulista. Os moradores afirmam que ficaram sabendo dos leilões por terceiros e que o governo não os procurou para dar qualquer informação. As áreas pertencem ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), se estendem da avenida Washington Luís à Marginal Pinheiros e já têm data marcada para os leilões. Os primeiros seis imóveis serão leiloados na próxima sexta-feira (13).
Segundo a assistente administrativa Elisete Lopes dos Santos, de 50 anos, que está reunindo os documentos para comprovar o tempo de residência dos moradores, o governo de São Paulo não os contatou.
“Não fomos procurados, nem pessoalmente, nem por carta, nem telefonema. Aliás, vivo aqui há 27 anos e nunca fomos incomodados”, afirmou.
Elisete contou que soube dos leilões por uma outra moradora, que buscava informações sobre a remoção das favelas do Comando e do Buraco Quente, que ficavam na esquina da avenida Washington Luís com a Jornalista Roberto Marinho e foram removidas por causa da construção da Linha 17 – Ouro do Metrô paulista, que vai do aeroporto de Congonhas ao bairro do Morumbi.”
Ela explicou que comprou a casa 8, do número 675 da rua Tibiriçá, em 25 de agosto de 1987, de outra família que já vivia há alguns anos no local. No mesmo terreno vivem mais 17 famílias, todas em casas de alvenaria. É dela a estimativa de 400 famílias, já que o governo estadual não informou se possui esse dado.
Os imóveis estão sendo ofertados ao leilão através do site da Secretaria Estadual do Planejamento e Desenvolvimento Regional e da página do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), que apresentam o valor do lance mínimo, fotos das fachadas de algumas casas e destacam o fato de estarem localizadas em “região valorizada”.
Algumas unidades têm lance mínimo acima de R$ 1 milhão, como é o caso das casas da rua Sônia Ribeiro. Embora pareçam ser uma só unidade habitacional, muitos portões vistos nas fotos dos anúncios são entradas para dezenas de casas.
Estes imóveis são parte dos quase 700 que tiveram sua venda permitida pela Lei 15.088, aprovada em 16 de julho deste ano, para injetar dinheiro na Companhia Paulista de Parcerias, empresa do governo de São Paulo que articula as Parcerias Público-Privadas (PPP). As PPPs são projetos em que empresas privadas constroem e operam equipamentos ou serviços públicos, recebendo concessão destes por até 35 anos.
A operadora de call center Neide Santos Costa, de 38 anos, se revoltou ao saber que as casas estão sendo oferecidas na internet. “Expulsar da moradia não é justo de jeito nenhum. Tirar isso é tirar tudo o que a gente tem: emprego, escola dos filhos, amigos. Além disso, se tiver que pagar aluguel para continuar vivendo aqui eu não sei como vou fazer”, afirma.
De acordo com o edital dos leilões, o governo Alckmin reconhece que as áreas estão ocupadas e determina que a remoção dos moradores será responsabilidade dos compradores dos terrenos - o que isentaria a gestão de qualquer responsabilidade sobre indenizações ou realocação.
A secretaria informou, em nota, que os “imóveis desapropriados sem uso público serão primeiro oferecidos aos antigos proprietários, como mandam os artigos 516 e 519 do Código Civil”.
O problema é determinar quem são "antigos proprietários". Podem ser os donos dos terrenos antes da desapropriação pelo DER, nos anos 70. Podem ser os que venderam as casas aos que hoje estão lá. E podem ser os atuais moradores. No entanto, estes últimos não possuem documentos de propriedade dos terrenos. Mas pagam água, esgoto e energia elétrica.
Alguns, como o entregador José Gomes Barbosa, de 60 anos, 30 deles vivendo em uma das 33 casas localizadas no número 679 da rua Sônia Ribeiro, têm documentos que comprovam muitos anos de residência.
“Aqui está minha conta de luz do mês de agosto de 1993. Só aqui são 20 anos. Mas esse é o tempo que a Eletropaulo percebeu que estávamos neste local”, conta Barbosa, que criou ali, com a esposa Maria de Fátima Santos Barbosa, de 56 anos, os três filhos. E hoje cuidam de duas netas, de 3 e 5 anos. No local, havia ontem (9) 18 crianças.
O trabalhador autônomo Jaílton Lima de Souza, de 39 anos, sente-se discriminado pela ação do governo estadual.
“Não entendo por quê. Aqui não é área de risco, não estamos atrapalhando ninguém. Está tirando o povo mais simples em beneficio dos mais ricos, porque o bairro está melhorando, com Metrô e tudo!?”, questiona, fazendo referência à Linha 17 – Ouro do Metrô, que está em construção e percorre boa parte da avenida Roberto Marinho.

Liminar

A defensora do Núcleo Especializado de Habitação e Urbanismo da Defensoria Pública do Estado de São Paulo Sabrina Nasser de Carvalho, afirmou que ingressará com pedido de liminar de suspensão dos leilões ainda hoje (10), pois considera que o direito das famílias foi desrespeitado.
“As famílias afirmam que sequer foram notificados do leilão de seus próprios imóveis. Nós entendemos que esse processo é nulo, porque fere as garantias dos moradores”, explica.
Segundo a defensora, as famílias têm direito a Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia. “É um direito que garante à população carente, que não tem outro imóvel, a permanência na terra pública onde mora há mais de cinco anos”, afirma. A concessão teria efeito semelhante ao do usucapião, que não pode ser requisitado em áreas públicas.
Sabrina disse que buscou o procurador-geral do estado, Elival da Silva Ramos, para tentar uma conciliação sobre o caso. No entanto, ele teria afirmado que a única forma possível de regularização seria os moradores comprarem os terrenos no leilão.

Elitização

Para Sabrina, a retirada dos moradores da área completa o processo de elitização da região.“Ali foram vários processos de exclusão. Cada avenida, cada construção, cada operação urbanística realizada foi um ponto para remoção da população mais vulnerável, que foi afastada para as periferias. Esse seria o último ponto, talvez os únicos que restem naquela região mais nobre”, afirma.
As famílias terão uma reunião com a Secretaria Estadual do Planejamento e Desenvolvimento Regional amanhã (11). Caso não tenham sucesso na negociação e na ação da Defensoria, os moradores prometem protestar em frente à secretaria durante o leilão da próxima sexta-feira.
No fim da tarde de ontem (9) os 400 moradores realizaram uma passeata na avenida Jornalista Roberto Marinho. Portando faixas e cartazes, caminharam da avenida Washington Luís até a Santo Amaro, onde pararam o trânsito por alguns minutos.
Segundo a Secretaria, “todos os imóveis que serão objeto de concorrência pública têm autorização legislativa para venda desde 2004 e não são utilizados com fins públicos. Todas as notificações e publicações legais foram feitas. Os recursos auferidos serão revertidos para investimentos em diversas áreas como Saúde, Educação, Transporte e Habitação para toda a população”.
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