terça-feira, 25 de junho de 2013

Alckmin investiu em metrô apenas 37% do previsto no orçamento

Dos R$ 9,3 bilhões que teve para investir entre 2011 e 2012, governo só executou R$ 3,4 bilhões em obras do metrô na capital
Eduardo Maretti, RBA

O ritmo dos investimentos no metrô de São Paulo no atual mandato do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) está muito aquém do previsto no orçamento do estado. Somados os valores aprovados para os anos de 2011 e 2012, o estado de São Paulo previa destinar R$ 9,3 bilhões, no total, tanto para melhorias da rede já existente quanto para a expansão do sistema. No entanto, só foram gastos R$ 3,4 bilhões. Ou seja, Alckmin deixou de aplicar em metrô, no biênio, R$ 5,9 bilhões (63%) – quase dois terços do que dispunha.

A ampliação do sistema inclui novidades como as das linhas 5 Lilás (ligando o Largo Treze de Maio, na região de Santo Amaro, à Estação Chácara Klabin da linha 2 Verde, em obras, no ramal Vila Madalena-Vila Prudente) e a linha 6 Laranja (que ligará a Freguesia do Ó, na zona norte à Estação São Joaquim, da linha 1 Azul, no bairro da Liberdade). Em expansão, entre o orçado (R$ 8,1 bilhões) e o executado (R$ 2,4 bilhões), o governo deixou de investir R$ 5,7 bilhões.

Os investimentos para a linha 5 (que atualmente liga o Capão Redondo ao Largo Treze), incluindo os trabalhos de “implantação operacional” da interligação com a linha 2, contavam, no biênio 2011-2012, com uma previsão orçamentária de R$ 2,8 bilhões, mas o que chegou a esse trecho do sistema foi de R$ 991 milhões (cerca de um terço dos recursos).

A diferença entre o orçamento e o investido é inda maior na linha 6: menos de 18% dos R$ 258 milhões foram empregados.

Em modernização e capacitação das linhas já existentes, o governo também destinou menos do que o orçamento previa. Por exemplo, a linha 3 Vermelha, que liga Itaquera, no extremo leste, à Barra Funda, na zona Oeste, e que em horários de pico é a mais superlotada, deveria ter recebido investimentos de R$ 484 milhões, mas o governo conseguiu aplicar R$ 384 milhões. 

A linha 1 Azul, a mais antiga, inaugurada nos anos 1970, teria recebido R$ 552 milhões se o orçado em 2011 e 2012 fosse aplicado integralmente, mas o total investido foi de R$ 382 milhões.

Na linha 2 Verde a diferença entre orçado e realizado foi a menor. Eram previstos R$ 135 milhões e foram investidos R$ 131 milhões. E a linha 5-Lilás, que já previa o menor montante em investimento somados os dois anos de Geraldo Alckmin, R$ 8,2 milhões, recebeu pouco mais da metade, R$ 4,8 milhões.
 
Segundo a assessoria de imprensa do metrô, a malha hoje transporta 4 milhões de passageiros por dia nas linhas 1, 2, 3 e 5 (operadas pelo estado) e 600 mil na linha 4 Amarela (operada pela concessionária Via Amarela).

Pedágios
Como resposta às manifestações que sacudiram o estado na semana passada, o governador Alckmin anunciou hoje (24) que não haverá o tradicional reajuste de 1º de julho das tarifas de pedágio que cobrem de 6,4 mil quilômetros de rodovias sob concessão no estado.

“Vamos manter os contratos, mas conseguimos, num esforço bastante grande, equacionar esse problema para não ter nenhum reajuste e não onerar o usuário do sistema”, disse.
As tarifas dos pedágios de São Paulo seguem, por contrato, a variação anual do IPCA (IBGE) acumulado entre junho de 2012 e maio de 2013, que seria de 6,5%. A intenção é não haver reajustes até 1º de julho de 2014.
Os altos preços dos pedágios são um dos pontos mais criticados dos governos tucanos no estado. “Não é medida populista, nós estamos fazendo um trabalho de dois anos e meio para contratos de longo prazo. Estamos desde o início implantando o Ponto a Ponto", justificou Alckmin, referindo-se a ampliação de praças de cobrança com redução de valores por trecho rodado.”

Mais preocupada em derrubar Dilma, imprensa não deu a notícia: R$ 2,3 bilhões para Metrô do PSDB de Alckmin

A imprensa,  mais preocupada em derrubar a presidente Dilma, vê as coisas por um prisma negativo, dando especial destaque aos aspectos ruins ou prejudiciais de certos fatos. "Esquece" de publicar tudo que é positivo ao Governo Federal. Na sexta feira (21), enquanto os jornais e TVs estavam mais preocupadas em tocar o terror na populção, o BNDS, publicava  sobre os bilhões que foram enviados para o governador  de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB),  aplicar no metrô.
Por  que os jornais não publicaram uma notícia tão importante e umas das reivindicações dos  manifestantes? Por que para a imprensa, quando mais insatisfeitos o povo ficar com o governo, mais rápido abre caminho  para aplicar o golpe e levar  o tucano Aécio Neves para o Palácio do Planalto.Não é a toa que a Folha de São Paulo já escolheu o ministro Joaquim Barbosa, que não é filiado a nenhum partido,  como candidato dos golpistas.
 Leia a seguir  a notícia que não está em nenhum jornal do País: "BNDES dá novo apoio à expansão do Metrô de SP com financiamento de R$ 2,3 bilhões"

Serão dois projetos que beneficiarão 1,335 milhão de passageiros por dia
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a concessão de dois financiamentos, no total de R$ 2,3 bilhões, para o Estado de São Paulo expandir o sistema de transporte de alta capacidade da região metropolitana paulistana, o metrô. 
 Do total de empréstimos aprovados pelo BNDES, R$ 1,5 bilhão será destinado à expansão da Linha 2- Verde do Metrô-SP, sentido nordeste da capital, no trecho entre a estação Vila Prudente e o estacionamento Rapadura, entre os bairros de Nova Manchester e Vila Formosa. A participação do BNDES será de 45,6% dos investimentos totais. 
Outra operação aprovada pelo BNDES, no valor de R$ 800 milhões, prevê a implantação da Linha 15 - Prata do Metrô, em sistema monotrilho, no sentido leste da cidade, no trecho entre as estações Vila Prudente e Hospital Cidade Tiradentes. Este projeto já havia recebido apoio do BNDES no valor de R$ 922 milhões, no ano passado. Considerando estes dois financiamentos, a participação total do BNDES no projeto será de 37,6% do investimento total. Nos últimos cinco anos, o BNDES financiou projetos de expansão do Metrô de São Paulo com apoio de R$ 6,272 bilhões. O apoio de maior valor foi a expansão de 3,9 km da Linha 2, R$ 1,579 bilhão, ligando as estações Alto Ipiranga e Vila Prudente, com compra de 16 novos trens.Continue lendo aqui
Se informe aqui no site do BNDS sobre o Programa BNDES de Arenas para a Copa do Mundo de 2014 - BNDES ProCopa Arenas  

 Não deixa que a imprensa manipule e minta para você...O que está em jogo é a democracia! É o Brasil

sábado, 22 de junho de 2013

Sem aviso, Alckmin encerra integração na zona sul e custo de passagens sobe até 2.200%

Governo estadual diz que desconto em integração ônibus-metrô no Terminal Sacomã era indevido. Passageiros reclamam do aumento de gastos e da falta de informação
São Paulo – Começou a valer a partir de do dia 2 desse mês, sem prévio aviso, nova regra para a integração intermunicipal no terminal da estação Sacomã de metrô. Os passageiros se mostravam confusos e revoltados com os novos preços e a dinâmica para fazerem a integração. Antes, apenas com o Bilhete Único era possível fazer a integração com os ônibus intermunicipais. Agora, é necessário que o usuário do transporte público tenha também o cartão Bom, o Bilhete de Ônibus Metropolitano, que opera nas linhas de transporte coletivo dos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo.
Até domingo, o usuário que chegasse de metrô ao Sacomã e quisesse pegar um ônibus intermunicipal só pagavam a diferença das tarifas, que variavam entre R$ 0,15 e R$1,60, dependendo do destino. Agora a passagem do ônibus tem de ser paga integralmente, um valor que varia de R$ 3,40 e R$ 5, diferença que alcança até 2.200%.
“É um absurdo, agora tenho que pagar duas conduções, é cruel”, disse Neusa Maria de Souza Felício, auxiliar de serviço, à TVT. A EMTU informou que o desconto na integração era indevido, e que foi realizada uma campanha de ampla divulgação para que os usuários soubessem das mudanças previamente.

Fonte: Rede Brasil Atual

AS 5 Causas para os manifestantes do Estado de São Paulo

5 Objetivos para os manifestante do Estado de São Paulo:

1- Melhoria na infra-estrutura do transporte público paulista Estamos cansados de sermos carregados como gado e ainda pagar caro por isto.

2 - Maior Investimento na Educação e Cultura. Fim da Imediato da Progressão Continuada nas Escolas do Estado, que transformou nossa escola em fabricas de analfabetos funcionais. Maior valorização dos professores.

3 - Fim das absurdas filas nos hospitais. Virou rotina médio para fazer um exame em São Paulo é de 3 meses, em alguns casos o dobro do tempo. Isto é indigno. O tempo deve ser de no máximo de apenas 1 mês.

4 - Aumento da Segurança Pública. Investimentos na segurança publica. Dizer que só distribuição de renda resolve o problema da segurança é dizer que só pobre comete crime. A Polícia resolve somente 3% dos crimes graves como homicídio, estupro, assalto a mão armada, em SP. Combate efetivo contra a violência com meta de atingir a resolução 50% dos crimes graves. Melhores condições de trabalho e salários aos policiais

5 - CPI da Privatizações da Telesp, do Banespa e outras entidades publicas de São Paulo, onde mais de 100 bilhões forma desviados e outras CPIS que vem sendo bloqueada pelos governos do PSDB há 20 anos
(Grifo nosso)
Com a devida punição dos culpados e ressarcimento ao Estado de São Paulo.
AS 5 Causas para os manifestantes do Estado de São Paulo
Creditoshttps://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151648585044799&set=o.157980430878971&type=1

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

PM barbariza na repressão ao protesto em SP

ação truculenta da PM de Alckmin no protesto pela passagem de metrô e bus em SP passe livre


Aos números: 235 presos e 7 jornalistas agredidos, numa ação que chocou até a Anistia Internacional; protesto contra o aumento dos ônibus teve jovens detidos ainda na concentração; prefeito Fernando Haddad condenou "violência policial" e o secretário de Segurança, Fernando Grella, afirmou que a corregedoria da instituição irá atuar para coibir abusos
No quarto dia de protestos contra os aumentos de ônibus em São Paulo, a Polícia Militar decidiu barbarizar. Ainda na concentração, 40 jovens foram detidos. Na madrugada, contabilizados todos os presos, eram nada menos que 235 pessoas. Desses suspeitos, 198 foram encaminhados ao 78º DP (Jardins) e outros 37 para o 1º DP (Liberdade). Destes, 231 foram soltos e quatro seguem detidos, acusados de formação de quadrilha.
Ao comentar o episódio, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad condenou a violência policial. "Na terça, a imagem que ficou foi da violência dos manifestantes. Hoje, infelizmente, não resta dúvida, a imagem que ficou e da violência policial". O secretário de Segurança do estado, Fernando Grella, disse que as ações foram tomadas para garantir o "direito de ir e vir", mas afirmou que abusos serão investigados pela "corregedoria" da instituição.
Ao todo, sete jornalista da Folha de S. Paulo foram agredidos e, entre os detidos,  está o repórter da "Carta Capital", Piero Locatelli. A repressão ao trabalho da imprensa provocou protestos até mesmo da Anistia Internacional.
Os protestos criticam o aumento das passagens dos ônibus de R$ 3,00 para R$ 3,20 e o Ministério Público propõe um congelamento dos preços durante 45 dias – que seria o prazo para uma negociação com o governador Geraldo Alckmin e com o prefeito Fernando Haddad. "Quanto a reduzir o valor da passagem, não há possibilidade", afirmou o governador. O prefeito Fernando Haddad (PT) também disse que não reduzirá a tarifa de ônibus. Ele reafirmou que o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 ficou abaixo da inflação e que cumpriu compromisso de sua campanha.”

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Lembo: “Estamos sendo mortos nas ruas enquanto o governador Alckmin discute sobre um emprego”

Estamos sendo mortos nas ruas enquanto o governador Alckmin discute sobre um empregoO ex-governador de São Paulo   Cláudio Lembo (PSD) diz que Geraldo Alckmin "perde tempo" ao bombardear o acúmulo de cargos de Guilherme Afif. Lembo enumerou casos  de violência que estão acontecendo no Estado de São Paulo, que segundo ele, Alckmin ignora: "Estamos sendo mortos nas ruas enquanto o governador  Alckmin  discute sobre um emprego".

Cláudio Lembo criticou  o governador tucano Geraldo Alckmin (PSDB) por não interferir no debate que a Assembleia Legislativa faz sobre a possível perda de mandato do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), seu colega, de partido. Lembo foi vice de Alckmin na gestão 2003-2006, e assumiu o governo em março de 2006 quando o tucano deixou o cargo para se candidatar à Presidência da República. À época ele estava no DEM, do qual saiu depois, migrando para o PSD, onde estão Afif e o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

"Ele (Alckmin) devia solicitar à bancada dele que analisasse essa questão com uma visão global, e não com uma visão absolutamente provinciana. A Assembleia Legislativa tem um líder do governador e ele tem influência na casa. Alckmin devia estar orgulhoso de ver um quadro dele chamado para Brasília", afirmou Lembo ao jornal o  Estado de SP.

Para ele, a questão devia ser encerrada pelo governo estadual. "z"O governador tem que se preocupar com assuntos mais sé rios, e não criar esse falso dilema que não existe."

O ex-governador avaliou que a discussão sobre a dupla função de Afif anão tem importância alguma" e "é falta do que fazer". "Além do mais, não é problema do PSDB, é da comunidade, e ela está muito satisfeita com Afif no ministério".

OS Amigos do Lula

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Governo de São Paulo recusa verbas federais para alfabetização de adultos

Secretaria paulista é o única, entre as unidades da Federação, a não aderir a programa do MEC; programa local na mesma linha terceiriza recursos para ONGs
São Paulo – Depois de dez anos de estudo para realizar o sonho de aprender a ler e a escrever, Terezinha Brandolim, de 82 anos, se viu sem alternativa no começo deste ano: a escola em que estudava, no município paulista de Ribeirão Preto, fechou as duas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na qual estudavam pessoas de todos os níveis de escolaridade.
Com a impossibilidade de a mãe continuar os estudos, sua filha, Maria Zulmira de Souza, convidou-a para ficar em São Paulo, onde mora. “Mas todas as escolas aqui perto estavam fechando seus cursos de alfabetização”, conta. Ela, então, contratou uma professora particular, que dá aulas para "dona Tetê" três vezes por semana. “Resolvi fazer esse esforço porque deixei muito tempo na mão do governo, que dizia dar conta, mas não funcionava.”
Dona Tetê faz parte do conjunto de 1,7 milhão de paulistas adultos que não sabem ler nem escrever, total equivalente à população de Curitiba. Ainda assim, São Paulo, segundo o Ministério da Educação (MEC), foi o único estado do país a não aceitar recurso do governo federal para alfabetização de adultos pelo Programa Brasil Alfabetizado neste ano. A verba, que varia segundo o número de alfabetizandos e alfabetizadores, poderia ser usada para pagamento de professores e coordenadores, além da aquisição de materiais pedagógicos para as aulas.
Com adesão das demais 25 secretarias de Educação (mais o Distrito Federal), o programa do MEC atende hoje 959 prefeituras. O objetivo é chegar ao final de 2013 em 3.359 municípios e 1,5 milhão de pessoas.
A Secretaria de Educação de São Paulo informou que o estado possui seu próprio programa na área, o Alfabetiza São Paulo, que atende a 25 mil alunos em 38 municípios, entre eles a capital paulista e Ribeirão Preto.
A verba para o projeto neste ano é de R$ 8.879.916. O montante não está discriminado no Orçamento do estado por, segundo a secretaria, estar incluído no Programa de Inclusão de Jovens e Adultos na Educação Básica, que atende a todas as etapas do ensino. O dinheiro, no entanto vai para ONGs, e não para as prefeituras.
As ONGs, segundo nota da secretaria, fazem uma “uma ação complementar ao trabalho que já deve ser realizado pelas administrações municipais .
A secretaria reforçou que a alfabetização faz parte dos anos iniciais do ensino fundamental, de responsabilidade dos municípios, que ficaram livres para aderir ao programa federal. Apesar do programa estadual, 40 prefeituras paulistas aceitaram o apoio, com o qual 11.954 pessoas devem estudar neste ano. O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) não aderiu ao Brasil Alfabetizado no ano passado, o que possibilitaria sua implementação em 2013.
O especialista em Educação de Jovens e Adultos da ONG Ação Educativa, Roberto Catelli, questiona o programa. “O Alfabetiza São Paulo não dá conta da demanda. Está longe de dar, por isso, o estado não deveria deixar de aceitar ajuda”, avalia. “Um programa não inviabiliza o outro, pelo contrário.”
Ribeirão Preto, onde mora dona Tetê, participa dos dois programas. “O estado defende que o percentual de analfabetos é baixo, mas em número absolutos é muito alto. Só na cidade de São Paulo são 300 mil, segundo dados do Censo de 2010, quase a população da cidade mineira de Uberaba”, afirma.
Catelli lembra também que o Brasil Alfabetizado, do governo federal, peca na falta de avaliação dos resultados alcançados e por não propor meios de os alunos continuarem estudando depois de alfabetizados. “Temos dados que provam que menos de 10% continuam na escola”, afirma.

Esforço reconhecido

Segundo Maria Zulmira, filha de dona Tetê, ela avançou muito de janeiro, quando começou a ter aulas particulares, até agora. “A gente sai na rua e eu tento ler as placas”, conta Tetê. “Qual aquela que você leu que me deixou emocionada?”, pergunta Maria Zulmira. “Imperatriz”, respondeu a mãe, orgulhosa
“Fui em muitas escolas municipais e estaduais, mas era muito difícil”, conta dona Tetê. “Quando eu estava na escola, as professoras davam mais atenção para quem estava sabendo mais. Ela dava exercício que nem para criança e depois, no mesmo instante, dava aqueles problemas grandes, com contas muito fortes. Eu não fazia nem as pequenas quanto mais as grandes... Aí eu só copiava... cheguei até a chorar na escola.” Dona Tetê, natural do município de Monte Azul Paulista, a 420 quilômetros de São Paulo, não pôde seguir seus estudos na infância por ter de ajudar os pais, dois colonos agricultores, nos períodos de colheita. “Sempre tive vontade de voltar a estudar. Mesmo depois de casada tive que trabalhar muito. Meu marido e meus filhos tentaram ajudar, mas a gente ficava só um pouco no estudo e depois tinha que voltar para a roça”, conta.
“Aprender a ler é tudo, muda tudo. Eu fico em casa de noite sozinha, sentada no sofá, olhando a televisão. Só tem a TV e eu não gosto muito. Mas, se eu soubesse ler, eu pegava um livro ou escrevia algo”, diz. “Quando eu aprender, quero fazer a leitura da igreja para todo mundo ouvir”, planeja. Outra vontade é retornar para Ribeirão Preto, para estar mais perto da família e dos amigos.
“Eu já chorei muito pela falta da leitura. Chegam as correspondências em casa e eu tenho que dar para os outros lerem. Quando meu marido morreu, há 30 anos, tive que buscar trabalho sem saber ler. Eu só fazia limpeza e trabalhava na roça. Faz falta, muita falta.”
Para Maria Zulmira, alfabetizar a mãe virou um desafio pessoal. “Eu faço questão de contar a história da minha mãe porque eu imagino que essa deva ser a história de muitas outras pessoas. Deve haver tanta gente adormecida que nem minha mãe. Quantos artistas e escritores poderiam ter sido produzidos neste país? Quantas pessoas poderiam ter tido a oportunidade de realizar seus sonhos?”
da rede Brasil Atual
 

domingo, 2 de junho de 2013

Aécio na TV não mostrou 'obras' de governadores tucanos, como o Pinheirinho

Na propaganda partidária na TV, o PSDB colocou o senador Aécio Neves (MG) para elogiar os governos estaduais tucanos. O programa se resumiu a muitas palavras de auto-elogio, mas realizações que é bom e resultados para o povo, não mostrou nada.

O vídeo abaixa mostra uma das realizações dos governos tucanos: o massacre do governo tucano no bairro do Pinheirinho, para arrancar crianças e idosos de suas casas, jogando-os no olho da rua, para entregar o terreno ao megaespeculador Naji Nahas. Dos Amigos do Lula