domingo, 1 de março de 2015

Presidente da CPI da Sabesp diz que corrupção na empresa é pior que da Petrobrás


Laércio Benko, presidente da CPI da Sabesp diz que corrupção na empresa chega ser comparável ou até pior que a da Petrobrás
Laércio Benko, presidente da CPI da Sabesp diz que corrupção na empresa chega ser comparável ou até pior que a da Petrobrás
Por Redação, com informações do DCM
O presidente da CPI da Sabesp, Laércio Benko (PHS), tem 41 anos, é advogado especialista em Direito Tributário, atuou no Partido Verde (PV) e foi vice-presidente da legenda durante a campanha de Marina Silva à presidência.
Após a derrota de Marina, filiou-se ao PHS. É umbandista há oito anos por conta de sua mãe e defende a liberdade religiosa entre políticos. Conversamos com ele sobre a crise hídrica em São Paulo e a atuação do governo na Sabesp.

A CPI tem chances de dar resultado?

A CPI fez pelo menos 200 requerimentos, entre Sabesp, ARSESP (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), Agência Nacional de Águas (ANA), Prefeitura de São Paulo e Ministério Público. Ou seja, nós temos um trabalho documental grande e vamos terminar no dia 28 de maio com um relatório útil para identificar problemas, apontar responsáveis, para que isso que está acontecendo seja minimizado e nunca mais volte a acontecer.

Vocês estão lidando com que tipos de denúncias?

Temos várias denúncias protocoladas no MP ou dirigidas diretamente para a gente, de todos os tipos. Elas variam muito, de vazamentos até esgoto clandestino. Há quem fale que a própria Sabesp despejou dejetos na represa do Guarapiranga através de uma estação elevatória de esgoto que não funciona direito. Condomínios populares ilegais instalados na beira de represa e também moradores que recebem ar no lugar da própria água. E eles são cobrados financeiramente pelo ar. Essas são alguns fatos que se tornam queixas à Sabesp diante da comissão.

Como está a questão do vazamentos de água, alvo de denúncias pesadas?

O percentual de 30% de perdas é o mesmo desde 2004, há 10 anos. Dentro deste número, 20% escapam por vazamentos e 10% por furtos. A Sabesp não investiu nas perdas, porque para eles ficava mais caro consertar do que deixar vazar. Ou seja, se tratou água como um produto, não como um bem estratégico. Nós vimos pela imprensa que o Japão tem 2% de perdas hídricas e eles querem diminuir mais ainda. Aqui nós temos 30% e a Sabesp não quis esvaziar o bolso dos acionistas em Nova York e deixou esvaziar o reservatório da Cantareira.

A situação deve permanecer assim por muito tempo?

Estou otimista quanto ao trabalho da comissão porque acredito que a crise será prolongada. Infelizmente viveremos tempos difíceis nos próximos dois ou três anos. Isso fará com que todas as autoridades se envolvam com o problema. O envolvimento será profundo para que isso nunca mais volte a acontecer.

Pensando na participação privada e na gestão do governo do estado dentro da Sabesp, de quem foi a maior culpa neste perigo de colapso?

Esse problema foi uma soma de todos os fatores, públicos e corporativos. Eu, pessoalmente, jamais privatizaria a Sabesp e jamais abriria ações dela na bolsa de valores. Não tenho nada contra isso, e sou favorável a participação da livre-iniciativa em vários setores. Mas água é a área mais estratégica de qualquer Estado. Se você quer acabar com o país, acabe com a sua água. Isso não pode ser objeto de especulação financeira ou lucro. A água faz parte da nossa sobrevivência. Foi um desvio de conduta o que foi feito com a Sabesp, além do governador Geraldo Alckmin tentando passar uma falsa sensação de segurança em 2014.

Você acredita que o problema da Sabesp é a gestão do PSDB?


Não vejo tanta diferença entre o PT e o PSDB. A corrupção da Sabesp chega a ser comparável com a da Petrobras, se não pior. Acho que, se um partido estivesse no lugar do outro, ainda assim teríamos problemas. É tudo a mesma coisa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Apuração interna do governo Alckmin sobre cartel não avança há um ano.

Apuração interna do governo Alckmin sobre cartel não avança há um ano.
Apuração interna do governo de SP sobre cartel não avança há um ano.

A paralisia do governo do Estado de São Paulo em relação à apuração das denúncias de corrupção e formação de cartel no Metrô e na CPTM é total. Segundo o Painel da Folha de São Paulo desta quinta (19), a apuração interna da Corregedoria-Geral do governo Geraldo Alckmin (PSDB) está parada há quase um ano.

“Desde fevereiro de 2014, quando o órgão divulgou seu último balanço público, não foi colhido nenhum novo depoimento nem foram abertas novas frentes de investigação, segundo atualização dos dados enviada pela corregedoria à coluna. No período, também não houve afastamento de funcionários de cargos de confiança”, afirma a coluna.

Esta situação revela o tamanho da hipocrisia tucana: enquanto, no plano nacional, posa de “paladino da moralidade”, onde governa, engaveta denúncias e protela investigações.

A defesa da ética na política pressupõe transparência e coerência. É nisso que o PSOL acredita e por isso defende a investigação de todas as denúncias de corrupção e desvios, como as da Petrobrás e as do Metrô de São Paulo.

Mandato Ivan Valente – PSOL/SP

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Alckmin prometeu secretárias para partidos "adversários" para fugir das perguntas nos debates

Via portalmetropole Com Informações da Folha 

Na campanha eleitoral de 2014 o alvo diretos dos adversários na disputa do governo do estado de São Paulo era o atual governador Geraldo Alckmin que mantem seu poder no estado pela desinformação.
Alckmin fugiu da maioria das perguntas no debate e não respondeu nenhuma sobre a falta d' água e quando respondeu falou que não faltaria água em São Paulo. Após eleito, Alckmin disse que o racionamento vem a meses.
Agora, surge a denúncia: Alckmin teria prometido secretárias e outras regalias para adversários caso o ajudassem a fugir das perguntas.
Alckmin teria prometido gentilezas ao PV de Nallini e outros assessores. Ainda não há provas concretas, exceto pelos vídeos dos debates e as recentes evidências encontradas na sua gestão.
Nallini não era um adversário compulsivo contra Alckmin, seu comportamento frio é de se desconfiar,além de sempre perguntar ao Governador Alckmin para evitar perguntas da falta de água, do propinoduto, o massacre do pinheirinho, o mensalão da Assembleia, etc, também junto com o Cacionne atacava o governo Federal que não era objeto do debate.
Recentes comentários de jornalistas da Folha dizem que o governador teria feito essas propostas aos adversários através de assessores do partido..

Confira a reportagem exposta na folha de São paulo sobre os novos secretários: 

Alckmin anuncia nova secretária do Meio Ambiente; PV fica com Turismo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou neste domingo (28) a professora e advogada Patricia Faga Iglecias como a nova titular da Secretaria do Meio Ambiente em seu futuro mandato.
A nova secretária é professora da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, coordena a Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil e é membro da European Environmental Law Association.
Com o anúncio, o governador definiu que o PV será acomodado na Secretaria de Turismo, atualmente ocupada pelo PSB.
O novo secretário deve ser o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP), que se reunirá nesta segunda-feira (29) com a bancada federal do partido para definir detalhes de sua indicação.
Recentes denúncias feitas por terceiros do governo tem revelado que o governador supostamente prometeu secretárias a adversários para fugir de perguntas nos debates na corrida eleitoral.
Ainda na segunda (29), o governador deve anunciar o atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Nelson Baeta Filho, como novo titular da Secretaria da Habitação.
Nome sugerido pelo DEM, ele deverá, no entanto, ocupar a pasta por tempo provisório.
O tucano havia escolhido para o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM-SP) para o cargo. Ele, porém, é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal sobre denúncias de fraudes em licitações de trens em São Paulo.
Para evitar desgaste, Alckmin preferiu indicar outro nome até que o julgamento seja concluído. A previsão é de que ele seja retomado em fevereiro.
Nesta semana, o governador também pretende anunciar os novos titulares de Transportes e Educação.


Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2015/01/alckmin-prometeu-secretarias-para.html#ixzz3Pgl6WWRv

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Globo e PSDB censuram video que Alckmin disse que não faltaria agua em SP

FOi colocado no Youtube um vídeo do debate do PIG Globo que  Geraldo Alckmin garantiu que não iria faltar água, Youtube e as organizações Globo mais uma vez para protegerem o PSDB censuraram  o vídeo, vejam
Globo e PSDB censuram  video que Alckmin disse que não faltaria agua em SP
Censuraram um canal inteiro



Vejam o que dizia o video censurado pelo Vimeo, uma rede social mais democrática e que não tem partido e espalhem na rede e copiem antes que seja censurado denovo

"Não falta água, não vai faltar água em São Paulo" from Talita Castro on Vimeo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O novo secretário de Segurança Pública de Alckmin foi advogado do PCC

Alexandre de Moraes, Novo titular de segurança de Alckmin,  foi advogado de 123 processos do PCC (Primeiro Comando da Capital)

Alexandre de Moraes, Novo titular de segurança de Alckmin,  foi advogado de 123 processos do PCC (Primeiro Comando da Capital)

Por redação, com GGN

O novo titular da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo aparece no Tribunal de Justiça do Estado como advogado em pelo menos 123 processos na área civil em favor da Transcooper, segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira (9).
A cooperativa atendida por Alexandre de Moraes - que tem como missão enfrentar uma das principais organizações criminosas do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital) - é citada em um investigação que apura formação de quadrilha e lavagem de dinheiro do PCC. 
Segundo a reportagem, Moraes afirmou em nota que começou a advogar para a Transcooper em janeiro de 2011, mas não atuou na investigação por suposta relação com o PCC. "Não houve qualquer prestação de serviços advocatícios - nem pelo secretário nem pelos demais sócios - às pessoas citadas em possível envolvimento com o crime organizado, em 2014. O contrato se referia estritamente à pessoa jurídica da cooperativa." Até o dia 8 de janeiro, entretanto, Moraes permanecia no site do TJ como defensor da cooperativa, frisou o Estadão.
"Moraes comandava um dos mais famosos escritórios de advocacia em São Paulo. Entre seus clientes estão empreiteiras, associações e políticos. Ele também participou, entre 2007 e 2010, da gestão Gilberto Kassab (PSD) na Prefeitura, quando acumulou os cargos de presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Transporte (SPTrans), além das Secretarias de Serviços e de Transportes", publicou o jornal.
"Em 2010, quando as investigações sobre a Transcooper tiveram início, Moura era diretor de uma das empresas citadas, a Happy Play. As outras eram a Himalaia e a Novo Horizonte. Na investigação, um dos endereços da Happy Play era o da garagem da Transcooper", acrescentou. O processo contra a empresa ainda está em andamento no Ministério Público.
Para assumir o comando da Pasta a pedido do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Moraes afirma ter renunciado a todos os processos em que atuava e solicitou, no último dia 1, uma licença temporária de sua inscrição como advogado na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). 
Na última disputa eleitoral, a Transcooper ganhou os holofotes da grande mídia por ter sido relacionada ao ex-deputado estadual Luiz Moura, suspeito de ter ligações com o PCC. Moura passou por sindicância dentro do antigo partido, o PT, e acabou sendo expulso. Moura, ao Estadão, afirmou desconhecer Moraes.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Para Gaspari, propinoduto tucano supera ‘mensalão’ , imprensa se cala

"Pelas provas, depoimentos e cifras, esse caso ultrapassa, de longe, o mensalão. Ali não há domínio do fato, o que há são fatos dominantes", escreve o colunista

247 Na opinião do jornalista Elio Gaspari, o caso do chamado propinoduto tucano "de longe" ultrapassa o do "mensalão", dos petistas. Isso porque, segundo o colunista, no caso da formação de cartel por multinacionais e o pagamento de propinas a políticos do PSDB em São Paulo, em licitações para obras no transporte sobre trilhos no Estado, "há fatos dominantes", e não apenas o "domínio do fato" sugerido pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470.
Abaixo, nota publicada em sua coluna deste domingo:
ALSTOM Ou o tucanato paulista tem uma estratégia capaz de causar inveja ao comissariado petista que pretende livrar seus caciques das penitenciárias pelo mensalão, ou está numa tática suicida, jogando o escândalo do propinoduto denunciado pela Siemens para dentro da campanha eleitoral do ano que vem.
 Pelas provas, depoimentos e cifras, esse caso ultrapassa, de longe, o mensalão. Ali não há domínio do fato, o que há são fatos dominantes.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Com posse de Alckmin, SP é o estado há mais tempo sem alternância de poder

A administração tucana teve início em 1995, com Mario Covas, e desde então o partido ganhou todas as eleições
Geraldo Alckmin (PSDB) começou na manhã desta quinta-feira 1 seu novo mandato como governador de São Paulo. Desta forma, os tucanos no estado estabelecem um recorde: levantamento feito por CartaCapital mostra que este é o estado há mais tempo sem alternância de poder. A administração tucana teve início em 1995, com Mario Covas, e desde então ganhou todas as eleições. Portanto, com a reeleição de Alckmin, chegará a 24 anos a frente do estado.
Covas foi homenageado nesta quinta por Alckmin. Ele encerrou o pronunciamento de posse fazendo uma homenagem ao ex-governador em 2001, quando Alckmin ocupava o cargo de vice-governador. O governador repetiu uma frase de Mário Covas: “São Paulo não pode esperar um dia, um minuto, para oferecer ao país sua parcela de luta. São Paulo nunca vai virar as costas ao Brasil”.
Houve um hiato de nove meses em 2006, período no qual o Estado foi governado por Claudio Lembo, então integrante do PFL (hoje DEM). Vice de Geraldo Alckmin, Lembo assumiu São Paulo quando o tucano deixou o cargo para disputar a eleição presidencial de 2006.
Atrás de São Paulo aparece o Acre como estado há mais tempo sem alternância de poder. O PT governa o Acre desde 1999, quando Jorge Viana, atualmente senador, assumiu o cargo. Ele foi reeleito em 2002 e deu lugar, em 2007, a Binho Marques. Eleito em 2010, Tião Viana (irmão de Jorge) foi reeleito neste ano.
Em Minas Gerais o PSDB está no poder desde 2003, quando Aécio Neves foi eleito. Ele permaneceu no governo até 2010, quando disputou a eleição ao Senado e foi substituído por seu vice, o tucano Antonio Anastasia, que acabou reeleito naquele ano.

CHEFE DA SABESP PEDE 'TODOS PREPARADOS PARA O PIOR'

"Olhando para a frente, a situação de São Paulo é preocupante, é grave, e temos que torcer pelo melhor, mas estar preparados para o pior", disse Jerson Kelman, novo presidente da Sabesp; ele lembrou que as pancadas de chuva de verão não têm sido fortes o suficiente para recuperar os níveis do Sistema Cantareira; "é preciso deixar claro para manter sempre esclarecida a população de que essas chuvas intensas e curtas não resolvem o problema"; ele pediu que a população continue economizando o máximo possível para evitar medidas mais drásticas em 2015

A situação hídrica de São Paulo ainda é crítica, apesar dos temporais que têm marcado este início de verão em São Paulo.

Quem afirma é o novo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, que concedeu uma importante entrevista ao jornalista Artur Rodrigues, da Folha de S. Paulo.

"Olhando para a frente, a situação de São Paulo é preocupante, é grave, e temos que torcer pelo melhor, mas estar preparados para o pior", disse ele.

Kelman pediu ainda para que a população continue economizando, a despeito das imagens do noticiário de verão, que mostram enchentes e carros boiando em São Paulo.

"O que poderia acontecer de ruim é você ter uma enchente, carros boiarem, essas coisas que acontecem no verão, e ter um efeito colateral indesejável que seria a população imaginar que o problema está resolvido e relaxar na postura que está tendo de uso econômico da água."

Segundo ele, o uso consciente da água é crucial para evitar medidas mais drásticas em 2015.

Ontem, ao tomar posse para mais um mandato, o governador Geraldo Alckmin se colocou como principal voz da oposição, no cenário político nacional.

Pré-candidato à presidência da República em 2018, ele precisa, antes, solucionar a crise de abastecimento de água no estado mais próspero do País para levar adiante suas pretensões.

A atuação de Kelman, portanto, será decisiva para o futuro de Alckmin. Ontem, o Sistema Cantareira operava a 7,2% de sua capacidade.