quarta-feira, 13 de maio de 2015

Governo Alckmin maquia salários de professores no Portal da Transparência

Governo Alckmin divulga salário bem acima do que cai na conta bancária de professores de São Paulo. Em atitude covarde contra os profissionais, salários foram maquiados no Portal da Transparência

alckmin professores são paulo
Depois de negar greve que completa 60 dias, Alckmin ‘aumenta’ salário dos professores em banco de dados (divulgação)
 
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) denunciou ontem (12) manobras do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) para tentar convencer a opinião pública de que os docentes estaduais recebem salários médios de R$ 4.600.
De acordo com a Apeoesp, o Portal da Transparência estadual informa salários dos professores pagos em abril acima do que eles realmente recebem. “A cada minuto, mais e mais professores e professoras procuram a Apeoesp ou divulgam nas redes sociais mensagens denunciando que não recebem os valores que são declarados pelo governo estadual”, explica a presidenta da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel.
É o caso de um professor de escola do interior, que teve aqui seus dados pessoais apagados. Pelo portal, ele recebeu em abril um salário líquido de R$ 3.009, 27, quando seu holerite indica R$ 1.489,85.
Segundo ela, o governo está declarando no Portal salários dos professores com a adição de bônus pagos neste mês de abril. “Isso faz parecer que os professores recebem salários muito maiores do que aquilo que efetivamente recebem mês a mês. Ora, bônus não é salário”, afirma.
Confira aqui mais casos de professores com salários maquiados
O bônus, conforme explica, é um valor pago de uma única vez – neste ano dividido em duas parcelas, uma paga em em abril e outra em setembro. “O cálculo, questionável, é feito com base na avaliação do rendimento escolar dos alunos e que beneficia de forma diferenciada uma parte dos professores. Por isso, jamais poderia ser declarado no Portal da Transparência agregado aos salários da nossa categoria”.
A questão está sendo examinada pelo departamento jurídico da Apeoesp, que estuda possibilidade de acionar judicialmente o governo. “É mais um abuso do governo do estado de São Paulo contra os professores, para ludibriar a opinião pública e tentar, de maneira truculenta, minar a nossa greve”.
Portal da Transparência:
salário professor são paulo
Embora o governador insista em negar publicamente a paralisação, os professores estão em greve desde 13 de março. Nesta quarta-feira (13), quando deverão se reunir com o secretário da Educação, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, o movimento completa 60 dias.
Holerite:
salario-professores1
 

sábado, 9 de maio de 2015

Governador Alckmin convida investigado na Operação Lava Jato para jantar #desatucanamoro

A colunista da Folha de São Paulo  Mônica Bergamo, publicou ontem que, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reuniu para um jantar os ricos e poderosos  Palácio dos Bandeirantes.

 Governador Geraldo Alckmin convida investigado na Operação Lava Jato para jantar
No entanto, chama atenção um detalhe: Imagine você querido leitor se, o Lula, ou algum outro parlamentar petista ou a presidente Dilma,  tivesse convidado para jantar  no Palácio do Planalto o Marcelo Odebrecht da Construtora Odebrecht,  e Jorge Gerdau, do grupo Gerdau.
A Monica Bergamo não citou  o fato de a construtora Odebrecht ser um dos investigada na Operação Lava Jato.

Também não citou que o Gerdau é alvo na Operação Zelotes, que apura  sonegação fiscal no valor de 19 bilhões de reais, valor superior ao apurado nos desvios da Lava Jato.
Parece que quando se trata de político do PSDB, vale tudo e pode tudo. Eles estão sempre acima da lei. Ministério Público, Policia Federal, STF, e outros órgãos da  lei, dão carta branca para os tucanos agirem como quiser.

 Como no caso da última campanha eleitoral que, alguns jornais deram a notícia: Empresas suspeitas de cartel doam 70% do arrecadado por Alckmin.
As doações  foram feitas por empresas suspeitas de participar do propinão tucano (fraude, corrupção, superfaturamento) do Metrô e da CPTM para as campanhas do governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, e do ex-governador José Serra (PSDB), que concorreu ao Senado.
Mais da metade da campanha do governador do Estado de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), foi bancada por empresas investigadas por fraudes e propinas em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal. No total, as quatro empresas suspeitas doaram R$ 8,3 milhões, 56% do total arrecadado (R$ 14,7 milhões).
 Três das empresas doadoras já são rés em processos na Justiça: a construtora Queiroz Galvão, a CR Almeida S/A Engenharia de Obras e a construtora OAS S/A, que doaram respectivamente R$ 4,1 milhões, R$ 1 milhão e R$ 860 mil ao comitê financeiro estadual para governador do PSDB.

Do dinheiro oferecido pela Queiroz Galvão, R$ 2,1 milhões foram pagos por uma subsidiária, a Queiroz Galvão Alimentos S/A.

A Queiroz Galvão e a OAS também são investigadas pela Polícia Federal e pelo MPF (Ministério Público Federal) na Operação Lava Jato. As empresas são suspeitas de superfaturar obras contratadas pela Petrobras e pagar propinas a políticos.

O candidato também recebeu R$ 500 mil da UTC, outra companhia investigada na mesma operação. Reportagem publicada pelo UOL mostrou que as empresas envolvidas na Lava Jato doaram ao menos R$ 60 milhões para os presidenciáveis e seus partidos.

A Serveng Civilsan S/A Empresas Associadas de Engenharia, que é investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), colaborou com R$ 2 milhões.

Executivos de consórcios integrados pela CR Almeida S/A Engenharia de Obras, pela OAS S/A e pela Queiroz Galvão foram denunciados em 2012 por  fraude e formação de cartel na licitação para ampliar a linha 5-lilás do Metrô de São Paulo. No total, 14 funcionários de 12 construtoras foram denunciados no caso.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) -- ele deixou o cargo em 2010 para disputar a Presidência da República. José Serra ganhou uma vaga no Senado. Em 2013, Serra divulgou nota para afirmar que o governo de São Paulo não teve conhecimento e não deu aval para cartel em licitações do metrô.

A Serveng é investigada pelo Cade por suspeita de fraude em licitações realizadas em 2007 para compra de equipamento ferroviário e manutenção de linhas de metrô no Distrito Federal.Como sabemos, Alckmin ganhou a eleição para governar o  Estado  de São Paulo.
 Mas, ninguém questionou o fato de  o valor doado pelas construtoras Queiroz Galvão, CR Almeida Engenharia e Serveng Civilsan corresponder a 70% dos R$ 5,7 milhões declarados pelo tucano na primeira parcial da prestação de contas.  Serra recebeu R$ 1,6 milhão de empresas investigadas. Nem PF, Nem TRE, nem MP, quiseram saber se foi ou não legal essas doações
As empresas estão sendo investigadas por superfaturamento das obras nos transportes de São Paulo e estão proibidas de participar de obras desta natureza em todo o Estado. Contudo, seguem financiando as campanhas dos candidatos tucanos que estavam no governo quando essas irregularidades aconteceram.

Tramita no Supremo Tribunal Federal (STF),  uma ação pedindo a proibição deste tipo de financiamento de campanha. Seis dos onze ministros do STF já votaram contra o financiamento privado e só não vale para estas eleições, pois o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo, suspendendo o julgamento. Até o momento, o ministro continua sentado no processo...Talvez por que ele saiba que isso prejudica o PSDB

Lei que não vale para o PSDB

O promotor de Justiça Marcelo Mendroni aponta superfaturamento de R$ 110 milhões em três contratos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), firmados em 2007 e 2008, durante o  governo do Estado de São Paulo  José Serra (PSDB) , e denunciou o o ex-presidente da Comissão de Licitações da CPTM no governo Serra por fraudes, em prejuízo da Fazenda Pública, crimes contra a administração pública, e "ter aderido" ao cartel metroferroviário: “As empresas só montam cartel para superfaturar contratos. No caso desses três contratos, que somam R$ 550 milhões, em valores de 2007, estimamos que o superfaturamento tenha sido de 20%, ou R$ 110 milhões”, disse Mendroni. A acusação se refere a contratos da CPTM, três ao todo, firmados no governo José Serra (PSDB)
Fonte:OsAmigos do Lula

quarta-feira, 22 de abril de 2015

PM de Alckmin prende professor por tentar entrar no plenário da Assembleia Legislativa.

Toda a truculência da PM e o governo Alckmin. Um professor de Mauá foi preso por tentar entrar no plenário da Assembleia Legislativa.
Enquanto na manifestação golpista do PSDB e a Globo contra a presidenta Dilma os policiais tiram fotos com "manifestantes", agora dos professores buscando salários melhores são covardemente agredidos e presos , mas para pagar 70 mil por mês a blogueiro para falar mal de adversários(o equivalente a salário de 35 professores e 24 policiais) e reajustar o próprio salário para R$ 21.631,00(vinte e um mil seiscentos e trinta e um reais) e de secretários tinha dinheiro de sobra.  
Manifestação dos professores por reajuste que implicou prisão de um deles


Toda a truculência da PM e o governo Alckmin. Um professor de Mauá foi preso por tentar entrar no plenário da Assembleia Legislativa.
Posted by PT Alesp on Quarta, 22 de abril de 2015
Agora a manifestação do PSDB e Globo contra Presidenta Dilma

sexta-feira, 17 de abril de 2015

GERALDO ALCKMIN: EMPRESAS DA LAVA JATO DOARAM MILHÕES PARA CAMPANHA DELE. PORQUE SÓ O PT MORO? #DesaTUCANAMoro

Com um flanco aberto aos críticos por conta da prisão do ex-tesoureiro João Vaccari Neto, o PT saiu da defensiva nesta sexta-feria, 17, e apontou para a campanha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Em reportagem da Agência PT de Notícias, o partido mostrou que dos R$ 40,3 milhões arrecadados com doações para a campanha à reeleição de Alckmin no ano passado, R$ 12,37 milhões tiveram origem nas 13 empresas denunciadas por fraudes e formação de cartel em contratos relativos à linha 5 do metrô paulistano, que ficou conhecido como “Trensalão Tucano”.

Além do "Trensalão", duas das três maiores doadora à campanha do governador paulista estão diretamente envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras: a construtora Queiroz Galvão, a maior doadora, com R$ 3,9 milhões, e a construtora OAS, que doou R$ 1,2 milhão à reeleição de Alckmin. A segunda maior doadora foi a Serveng Civilsan, com doação exclusiva a Alckmin, de R$ 2,8 milhões.

Além dessas, também fizeram doações oficiais à campanha de Alckmin, que aparecem na prestação de contas do candidato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Andrade Gutierrez, CR Almeida, Tiisa e Carioca Engenharia.

Conforme o PT, investigações conduzidas pela Polícia Federal, Ministério Público (Federal e de São Paulo) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre o cartel de trens e do metrô abrangem o período de 1988 a 2018. Elas ganharam impulso com as delações da ré confessa Alstom, multinacional que passou a colaborar com as autoridades brasileiras em 2012. Ela integrava o cartel.

Foi de 7,5% a participação do governador na arrecadação, de acordo com testemunhos colhidos pelo Ministério Público e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) citados em reportagem da revista IstoÉ. Aplicada essa taxa ao valor retido judicialmente (mais de R$ 418 milhões), as doações do cartel ao tucano naquele período pode alcançar mais de R$ 32 milhões, não declarados.

O valor refere-se apenas a ação que corre na Vara da Fazenda de São Paulo, já que, em outro processo, a Justiça Federal decretou a retenção de outros R$ 614,4 milhões, em dezembro, das contas de cinco multinacionais e uma companhia nacional, acusadas de participação no cartel.

Considerados os R$ 1,9 bilhão contratados pelo cartel com os governos de São Paulo e Distrito Federal, o superfaturamento estimado pelo Ministério Público e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é de R$ 557 milhões.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

TENTÁCULOS DA LAVA JATO EM OBRAS DOS GOVERNOS DO PSDB EM SP, TUCANO MORO SE FAZ QUE NÃO VÊ #ExplicaMoroPorqueSóPT



R$ 107 BILHÕES: TOTAL EM CONTRATOS DO CARTEL DE EMPREITEIRAS DA LAVA JATO COM O GOVERNO DE SP ENTRE 1987 E 2014
[Representação encaminhada ao Procurador-geral de Justiça do Estado de SP, Márcio Fernando Elias Rosa, diante de indícios de pagamento de propina pelos doleiros Alberto Youssef, Raul Henrique Srour e Adir Assad -  presos pela Operação Lava Jato -  para agentes públicos e políticos de diversos partidos de SP, entre os quais o PSDB, pede a abertura de novos inquéritos civis e criminais ou que subsidie os já existentes como, por exemplo, o que apura o cartel de corrupção de trens no Metrô e CPTM e os indícios de superfaturamento nas obras de ampliação da Marginal Tietê pela Dersa na gestão Serra, utilizando-se do compartilhamento de provas obtidas na Operação Lava Jato, na CPI do HSBC e do CADE (este que apura o cartel de trens em SP)]
PT quer investigar cartel de empreiteiras em São Paulo - por Renan Truffi 
Empresas envolvidas na Lava Jato receberam 107 bilhões em contratos com o governo do Estado entre 1987 e 2014.
O deputado estadual João Paulo Rillo (PT-SP) entrou com representação no Ministério Público Estadual (MPE-SP) na quarta-feira passada, 8 de março, para pedir que se investigue a atuação das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato em obras do governo de São Paulo. O objetivo é saber se os tentáculos do esquema alcançaram também contratos do Metrô, Dersa e Sabesp, entre outros. A ligação entre a Lava Jato e as obras paulistas seriam os doleiros detidos pela Polícia Federal, que teriam ligação com empresas participantes do cartel de trens em São Paulo, e uma lista encontrada na casa de Alberto Yousseff, que cita empreendimentos da gestão tucana, publicada com exclusividade por CartaCapital.
O pedido se baseia também na prisão do doleiro Raul Henrique Srour. Ele foi detido junto com Yousseff em março de 2014 na deflagração da Lava Jato e teria conexão direta com o cartel dos trens em São Paulo. Como já publicou CartaCapital, Srour é apontado por um diretor da empresa alemã Siemens como responsável por utilizar a conta Cristal Financial Services para receber, via Luxemburgo, pequeno país europeu, dinheiro da multinacional. A Siemens foi a empresa que delatou o esquema nas licitações de trens da CPTM e do Metrô. Além disso, Srour é um dos brasileiros com conta secreta no HSBC da Suíça.
Outro apontamento feito pelo deputado na representação é sobre a prisão de outro operador do esquema: Adir Assad. Preso em 16 de março na 10ª fase da Lava Jato, ele já foi investigado na CPI do Cachoeira, como suposto intermediário de propinas envolvendo a Delta Engenharia.
A Delta participou da obra de ampliação da Marginal Tietê, suspeita de superfaturamento. Segundo o deputado, a Delta celebrou contratos, entre 2002 e 2012, com órgãos do governo de São Paulo, perfazendo um total em valores nominais de 800 milhões de reais. Destes, 664 milhões de reais celebrados na gestão José Serra (PSDB) e 140 milhões de reais na gestão Alckmin (PSDB)

terça-feira, 7 de abril de 2015

Denúncia: Detran de SP teria pago quase R$ 300 mil por 129 lixeiras

O preço de casa lixeira, segundo a conta do Detran, gira em torno de R$2.290. O que impressiona é a qualidade lixeiras encontradas no prédio do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Veja!

sábado, 4 de abril de 2015

Com lucros em queda, Sabesp quer socializar perdas reajustando tarifa e reduzindo investimentos

Geraldo Alckmin(PSDB) durante ação para preservar mananciais.  Mesmo com as torneiras sem água  por até 12 horas ao dia, os paulistas podem se preparar para o segundo aumento na conta de água em menos de quatro meses. Em meio à maior crise hídrica da história de São Paulo e com queda de 53% nos lucros, a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) , empresa de economia mistado Estado de São Paulo administrada pelos governo tucano de Geraldo Alckmin, quer socializar as perdas econômicas com o maior reajuste nas tarifas desde 2003. A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) autorizou na segunda-feira (dia 30) um aumento no valor de 13,8%, valor(treze virgula 8 por cento).
Em março a Sabesp pediu à reguladora um aumento extra alegando "desequilíbrio financeiro" provocado pela crise hídrica(racionamento). Segundo a empresa, um dos maiores ‘vilões’ que provocaram a queda das receitas da estatal foi o Programa de Incentivo à Redução do Consumo, adotado no ano passado. Com descontos de até 30% na conta de quem usasse até 10% menos água, a medida fez com que a Sabesp deixasse de arrecadar 376,4 milhões de reais, segundo o balanço financeiro apresentado na semana passada. O consumo diário de água per capita na região metropolitana caiu de 163 litros por habitante para 126 litros.
A Arsesp(Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo) informou em seu parecer técnico que o reajuste não busca compensar as quedas na receita da Sabesp provocadas pelo Programa, já que a “concessão de descontos tarifários é prerrogativa do prestador de serviços e, portanto, não são passíveis de compensação futura”. Na prática, porém, o consumidor que, atendendo a apelos do governo do Estado,  economizou água e foi beneficiado pelo bônus na conta de água – e que teria sido um dos responsáveis pela deterioração financeira da empresa – terá agora seu desconto cobrado.
Além disso, a companhia alega que o reajuste se justifica devido a um aumento dos custos previstos com energia, provocados pelos reajustes aplicados pelas distribuidoras de energia elétrica do país.
A previsão é que os novos valores sejam aplicados a partir de maio, mas já tenham validade em 11 de abril, o que deverá significar cobrança retroativa. O reajuste vai valer para os mais de 300 municípios atendidos pela Sabesp no Estado. A mudança ainda está sujeita a consulta e audiência pública, que será realizada em 15 de abril, mas caso seja aprovada ela supera a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, que foi de 7% desde março do ano passado. E o último reajuste na conta de água, de 6,49%, foi feito em dezembro – geralmente a correção nos valores é feita em abril, mas por se tratar de ano eleitoral ele foi adiado. E a Sabesp queria mais.
Além do reajuste na tarifa, a Sabesp também vai reduzir os investimentos em saneamento, com prejuízos para o meio-ambiente
Logo após a divulgação do reajuste autorizado, o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Rui Affonso, afirmou durante teleconferência para analisar os resultados da empresa que “esse aumento está aquém do que tínhamos calculado pra garantir o equilíbrio econômico-financeiro da empresa". Ele não informou qual havia sido o reajuste solicitado pela estatal para a Arsesp. O balanço financeiro da Sabesp, divulgado dia 26 de março, aponta queda 53% nos lucros da companhia em 2014. Em 2013 a Sabesp teve 1,9 bilhão de reais de lucro líquido, ante 903 milhões de reais este ano. No mercado financeiro, os papeis da empresa sofreram desvalorização de 35,7% em relação a 2013, e o valor de mercado da companhia caiu de 18,1 bilhões de reais para 11,6 bilhões em 2014.
E o bolso do consumidor não será o único que irá sofrer com as medidas anunciadas. Além do reajuste na tarifa, a Sabesp também vai reduzir os investimentos em saneamento, com prejuízos para o meio-ambiente. Na conversa com investidores após divulgação do balanço, foi anunciado que o valor que será investido para coleta e tratamento de esgoto vai cair de 1,6 bilhão de reais para 843 milhões. Comparando com o valor investido em 2014, a queda será de 55,7%. A companhia alegou que no momento precisa priorizar o abastecimento. No entanto, desde o início da crise hídrica, especialistas apontam que o tratamento adequado do esgoto poderia ser uma solução para a escassez.
A população pode participar da consulta pública até o dia 15 de abril, enviando propostas ou protestando para a Arsesp pelo e-mail consultapublica@arsesp.sp.gov.br, pelo fax (011) 3293-5107, ou no escritório da agência, na avenida Paulista, 2313, 4º andar, São Paulo, SP.
Fonte:MSN com acrescimos

domingo, 1 de março de 2015

Presidente da CPI da Sabesp diz que corrupção na empresa é pior que da Petrobrás


Laércio Benko, presidente da CPI da Sabesp diz que corrupção na empresa chega ser comparável ou até pior que a da Petrobrás
Laércio Benko, presidente da CPI da Sabesp diz que corrupção na empresa chega ser comparável ou até pior que a da Petrobrás
Por Redação, com informações do DCM
O presidente da CPI da Sabesp, Laércio Benko (PHS), tem 41 anos, é advogado especialista em Direito Tributário, atuou no Partido Verde (PV) e foi vice-presidente da legenda durante a campanha de Marina Silva à presidência.
Após a derrota de Marina, filiou-se ao PHS. É umbandista há oito anos por conta de sua mãe e defende a liberdade religiosa entre políticos. Conversamos com ele sobre a crise hídrica em São Paulo e a atuação do governo na Sabesp.

A CPI tem chances de dar resultado?

A CPI fez pelo menos 200 requerimentos, entre Sabesp, ARSESP (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), Agência Nacional de Águas (ANA), Prefeitura de São Paulo e Ministério Público. Ou seja, nós temos um trabalho documental grande e vamos terminar no dia 28 de maio com um relatório útil para identificar problemas, apontar responsáveis, para que isso que está acontecendo seja minimizado e nunca mais volte a acontecer.

Vocês estão lidando com que tipos de denúncias?

Temos várias denúncias protocoladas no MP ou dirigidas diretamente para a gente, de todos os tipos. Elas variam muito, de vazamentos até esgoto clandestino. Há quem fale que a própria Sabesp despejou dejetos na represa do Guarapiranga através de uma estação elevatória de esgoto que não funciona direito. Condomínios populares ilegais instalados na beira de represa e também moradores que recebem ar no lugar da própria água. E eles são cobrados financeiramente pelo ar. Essas são alguns fatos que se tornam queixas à Sabesp diante da comissão.

Como está a questão do vazamentos de água, alvo de denúncias pesadas?

O percentual de 30% de perdas é o mesmo desde 2004, há 10 anos. Dentro deste número, 20% escapam por vazamentos e 10% por furtos. A Sabesp não investiu nas perdas, porque para eles ficava mais caro consertar do que deixar vazar. Ou seja, se tratou água como um produto, não como um bem estratégico. Nós vimos pela imprensa que o Japão tem 2% de perdas hídricas e eles querem diminuir mais ainda. Aqui nós temos 30% e a Sabesp não quis esvaziar o bolso dos acionistas em Nova York e deixou esvaziar o reservatório da Cantareira.

A situação deve permanecer assim por muito tempo?

Estou otimista quanto ao trabalho da comissão porque acredito que a crise será prolongada. Infelizmente viveremos tempos difíceis nos próximos dois ou três anos. Isso fará com que todas as autoridades se envolvam com o problema. O envolvimento será profundo para que isso nunca mais volte a acontecer.

Pensando na participação privada e na gestão do governo do estado dentro da Sabesp, de quem foi a maior culpa neste perigo de colapso?

Esse problema foi uma soma de todos os fatores, públicos e corporativos. Eu, pessoalmente, jamais privatizaria a Sabesp e jamais abriria ações dela na bolsa de valores. Não tenho nada contra isso, e sou favorável a participação da livre-iniciativa em vários setores. Mas água é a área mais estratégica de qualquer Estado. Se você quer acabar com o país, acabe com a sua água. Isso não pode ser objeto de especulação financeira ou lucro. A água faz parte da nossa sobrevivência. Foi um desvio de conduta o que foi feito com a Sabesp, além do governador Geraldo Alckmin tentando passar uma falsa sensação de segurança em 2014.

Você acredita que o problema da Sabesp é a gestão do PSDB?


Não vejo tanta diferença entre o PT e o PSDB. A corrupção da Sabesp chega a ser comparável com a da Petrobras, se não pior. Acho que, se um partido estivesse no lugar do outro, ainda assim teríamos problemas. É tudo a mesma coisa.