terça-feira, 31 de maio de 2016

OAS eleva custo do Rodoanel de Alckmin com laudo que ela própria fez

OAS eleva custo do Rodoanel de Alckmin com laudo que ela própria fez
Empreiteira OAS, de Leo Pinheiro, um dos principais investigados da Lava Jato, conseguiu elevar em 290% os custos de terraplenagem do trecho norte do Rodoanel, uma obra do governo Geraldo Alckmin, com um laudo que ela própria fez; o caso está sendo investigado pela Polícia Federal e o governo paulista já admite um aumento de custos de pelo menos R$ 390 milhões nas obras.
SP 247 A empreiteira OAS, de Leo Pinheiro, um dos principais investigados da Lava Jato, conseguiu elevar em 290% os custos de terraplenagem do trecho norte do Rodoanel, uma obra do governo Geraldo Alckmin, com um laudo que ela própria fez.
O caso está sendo investigado pela Polícia Federal e o governo paulista já admite um aumento de custos de pelo menos R$ 390 milhões nas obras, segundo informa reportagem de Reynaldo Turollo Júnior.
"A direção da Dersa, empresa controlada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e responsável pelo Rodoanel Norte, firmou aditivo com a construtora OAS com base somente em um relatório feito pela própria empresa interessada. O aditivo aumentou em 290% o custo da terraplanagem em um dos lotes da obra", diz o texto.
"O relatório da OAS precisava ter a assinatura de um responsável técnico, como geólogo ou geotécnico, mas não tem. Nele, a empresa alegou que o projeto original da Dersa não previu a enorme quantidade de matacões (grandes rochas) existente no local, o que dificulta a terraplanagem e aumenta o custo do serviço."
De acordo com a reportagem, o governo paulista já prevê que todo o trecho norte do Rodoanel, licitado em 2012 por R$ 3,9 bilhões, sairá ao menos 10% mais caro.

sábado, 14 de maio de 2016

Máfia da merenda no governo Alckmin atinge 152 cidades

Propinoduto era tamanho que esses 125 municípios ficavam com 48% da verba da merenda do Estado, composto por 645 cidades
Gestão Alckmin ainda não deu explicações sobre a máfia da merenda - Foto: Eduardo Saraiva/ Secom
Gestão Alckmin ainda não deu explicações sobre a máfia da merenda – Foto: Eduardo Saraiva/ Secom
A suspeita inicial de que a máfia da merenda nas escolas estaduais de São Paulo chegava a 22 cidades estava subestimada. Uma planilha encontrada no computador da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), a principal suspeita, revela que a quadrilha atua em 152 municípios, no esquema revelado pela Operação Alba Branca, da Polícia Civil, na semana passada.
Além da Coaf, outras duas cooperativas participariam da corrupção: Cocer (Cooperativa de Citricultores de Engenheiro Coelho) e Coagrosol (Cooperativa dos Agropecuaristas Solidários de Itápolis), diz a planilha.
Quem confirma as suspeitas é o ex-presidente da Coaf, Cássio Izique Chebabi, em delação premiada. De acordo com a planilha, essas cooperativas firmaram contratos de R$ 209,8 milhões com as 152 cidades, 48% do total gasto com merendas em todo o Estado, composto por 645 municípios, o que indica que a diferença de valores pode ser fruto de propina e superfaturamento.
O propinoduto envolve gente do primeiro escalão do governo Geraldo Alckmin (PSDB), como o deputado estadual e hoje presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) Fernando Capez, e o ex-secretário da Educação, Herman Voorwald. Também são citados nas delações o ex-chefe de gabinete da Casa Civil de Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o secretário tucano Duarte Nogueira (Logística e Transportes), os deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB), além do deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD). Todos negam as acusações.
Link curto: http://brasileiros.com.br/ZnVYT

terça-feira, 10 de maio de 2016

Após pressão de estudantes, Alesp cria CPI da Merenda

A próxima tarefa da bancada do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo será garantir eficiência na investigação da Máfia da Merenda. Na tarde desta terça-feira (10), a bancada aliada ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que será criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de fraude em licitações da merenda para escolas estaduais. Diante deste fato, os deputados petistas exigem a relatoria ou a presidência da CPI para assegurar que o processo não deixe de apurar denúncias feitas contra parlamentares tucanos.
“O que interessa é o resultado. Queremos que seja claro o resultado para a sociedade: por que está faltando tanta merenda nas escola de São Paulo?”, disse o líder do PT na Alesp, o deputado José Zico Prado. “Vamos assinar a CPI deles, mas ficaremos com a lanterna acesa para que não escape nenhum foco”, completou. O texto do projeto aprovado é de autoria da base governista, o que causou estranhamento entre os deputados petistas – já que faltavam somente 5 assinaturas para abertura da CPI com o texto elaborado pela oposição (composta por PT, Psol e PCdoB).
“Gostaria de registrar a vitória que foi a semana passada os estudantes estarem na casa. Foi um bom resultado para a sociedade. Vários deputados ligaram querendo assinar e assinaram a CPI. Foi uma vitória para nós, do Partido dos Trabalhadores, porque estávamos havia meses pedindo as assinaturas (…) e para os estudantes”, afirmou Zico Prado.
A abertura da CPI com texto elaborado pelos governistas pode ser avaliada como uma manobra para conseguir a presidência e a relatoria do grupo. A bancada do PT trabalhará para participar da composição da CPI, com a expectativa de ter no mínimo três ou quatro cadeiras. Ao todo, a Comissão pode ter de 9 a 11 assentos, ocupados por distintas legendas. “Pedimos que a população acompanhe a CPI”, disse o líder.
Após pressão de estudantes, Alesp cria CPI da Merenda e PT cobra investigação de tucanos
Estudantes comemoraram CPI, mas prometem fiscalizar as investigações (Foto: Antonio Alves Neto/Liderança do PT na Alesp)
O estudante Henrique Domingues, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Fatec, disse que o movimento está presente na Alesp para pressionar por uma data de realização da audiência pública, que foi prometida pelo PSDB quando os secundaristas desocuparam o plenário. Ele avalia positivamente a criação da CPI, após a pressão popular da última semana.
Estava prevista, para a tarde desta terça, uma reunião da Comissão da Educação, mas a sessão não foi aberta por falta de quórum da bancada governista. Deputados da bancada petista criticaram a ausência de Luiz Roberto dos Santos, o Moita, no plenário, pois ele havia sido convidado a falar nesta reunião. Ele foi denunciado na Operação Alba Branca, que deflagrou a atuação da máfia.
Moita foi chefe de gabinete da Casa Civil do governo Alckmin. Por conta da reunião da Comissão da Educação, 4 dos 5 acessos ao prédio permaneceram fechados ao longo do expediente e a entrada foi controlada por policiais. Havia medo de que os estudantes novamente ocupassem a Casa. 
A criação da CPI acontece dias após o Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc) do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) abrir inquérito para investigar a falha no fornecimento de merenda a estudantes de escolas técnicas do estado (Etecs), administradas pelo Centro Paula Souza (CPS).
Por Daniella Cambauva, da Agência PT de Notícias

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Governo Alckmin 'pedala' e dá calote de R$ 333 milhões no Metrô

Estação da Sé lotada; passageiros embarcam no sentido Corinthians-Itaquera da linha 3-vermelha.
O governador de São Paulo  Geraldo Alckmin (PSDB) usou verba da tarifa do metrô paulista para pagar obrigações contratuais com a operadora privada da linha 4-amarela sem ter reembolsado o caixa do Metrô por isso.
Essa "pedalada", que ocorreu desde o início comercial da linha, em 2011, gerou um prejuízo de pelo menos R$ 332,7 milhões até 2014.
A dívida, no entanto, só foi reconhecida pela gestão Alckmin em acordo firmado com a empresa pública em outubro do ano passado.
Mas a negociação, no entanto, resultou em perdão da dívida, que teve que ser absorvida pelo Metrô como prejuízo em meio à grave crise financeira enfrentada pela empresa.
No contrato assinado em 2006 entre o governo do Estado e a ViaQuatro, concessionária da linha 4, consta que a empresa terá prioridade no saque dos valores arrecadados com a tarifa do transporte público.
Ficou definido também que a tarifa de remuneração paga concessionária não é o valor da tarifa pública (hoje em R$ 3,80) que as empresas públicas recebem -que incluem políticas de gratuidade e integração.
No relatório de administração do Metrô de 2013 já se reconhecia que essa situação "gera impacto financeiro para as empresas públicas do sistema metroferroviário", mas não havia estimativa de valores.
Naquele ano, por exemplo, enquanto a tarifa cobrada do usuário era de R$ 3, a ViaQuatro recebia do governo R$ 3,13 por passageiro transportado sem baldeação -em caso de transferência, o valor era a metade.
No ano seguinte, o balanço patrimonial do Metrô apresentou, no grupo de contas a receber, um valor de R$ 332,7 milhões devido pelo governo do Estado relativo à diferença entre a remuneração da ViaQuatro e o valor da passagem.
O documento classificou esse crédito como "de liquidação duvidosa", ou seja, difícil de ser recebido. Reconhecia-se ali que esse problema gerava "menor arrecadação tarifária da Companhia do Metrô".
Em outubro de 2015, enfim Estado e Metrô celebraram acordo para resolver a questão. Mas ao invés de receber os R$ 332,7 milhões, o Metrô, controlado pelo governo, teve que lançar o montante como "perda da companhia".
Tecnicamente de economia mista, a companhia na prática é controlada pelo Estado: 96% de seu capital pertence ao governo.
Além desse valor, o relatório do Metrô cita outros R$ 136,6 milhões resultantes da continuidade da "pedalada" em 2015. Nem o acordo nem o governo deixam claro se esse valor será pago e se a manobra continua.
Pelo documento, o governo apenas apenas reconheceu sua responsabilidade na saúde financeira da empresa. Diz que será responsável pelo "equacionamento dos efeitos suportados pelo Metrô, em face da regra de rateio da receita tarifária do sistema metroferroviário, naquilo que afetar a sustentabilidade econômico-financeira da companhia".
O rombo no caixa só agrava a situação de crise financeira do Metrô. No ano passado, a gestão Alckmin deu um calote de R$ 66 milhões na empresa em 2015, dinheiro que seria usado para cobrir os custos da política de gratuidades. O menor repasse será mantido neste ano.
Sem receber os recursos devidos pelo Estado, a companhia estatal paulista é forçada a cortar custos de operação e abrir mão de investimentos e de melhorias no serviço que presta aos usuários e no quadro de funcionários.
No mesmo ano que abriu mão de R$ 332,7 milhões, o Metrô investiu R$ 264 milhões em manutenção, o menor montante dos últimos anos e cerca de metade dos R$ 524 milhões investidos em 2014.
Apesar da negativa do governo, as consequências para os usuários são claras.
Conforme a Folha revelou, a empresa já tem menor número de trens à disposição, maior tempo de espera no horário de pico, e vem sendo obrigada a retirar trens de operação para servir de "estoque" de peças.
OUTRO LADO
A Folha enviou uma série de questionamentos para a Secretaria dos Transportes Metropolitanos e para o Metrô, mas, em uma semana, eles não foram esclarecidos pelos órgãos.
Não foi esclarecido se a manobra usando a verba da tarifa para pagar as obrigações contratuais com a ViaQuatro foram mantidas depois do acordo. Tampouco se o Metrô será reembolsado pelos R$ 136,6 milhões perdidos em 2015 em razão da prioridade no saque da concessionária da linha 4.
A secretaria também não respondeu qual foi o valor das tarifas de remuneração da ViaQuatro nos últimos três anos, nem qual o montante de repasses à empresa.
O contrato da linha 4 prevê reajustes anuais para a concessionária, independentemente da variação no preço da passagem -definida por conveniência política.
Os órgãos afirmaram apenas que "não há prejuízo ao usuário do Metrô tampouco na qualidade dos serviços oferecidos" e que "o governo tem todo o interesse de que o Metrô prossiga obtendo resultados positivos em sua operação".
O Metrô disse apenas que o "Estado poderá repassar, a seu critério, as diferenças da arrecadação tarifária. O procedimento poderá ser adotado em caso de problemas na sustentabilidade econômico-financeira da companhia", com possibilidade de mantê-lo até o final da concessão da linha 4, previsto em acordo entre as partes". Na Folha

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Governo Geraldo Alckmin dá novo cargo a investigado na merenda

Apontado como receptor de propina, Padula assume Arquivo do Estado.
Governo Alckmin diz que corregedoria arquivou denúncia contra Padula.

Cíntia Acayaba e Roney Domingos 
Fernando Padula assume a coordenação do Arquivo do Estado (Foto: GloboNews/Reprodução)Fernando Padula assume a coordenação do Arquivo do Estado (Foto: GloboNews/Reprodução)
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) nomeou Fernando Padula, investigado na fraude da merenda e ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação, como coordenador do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Ele nega a acusação de ser receptor de propina.
O decreto de nomeação foi publicado no Diário Oficial do último dia 21. Ele assume a vaga de Izaias José de Santana, exonerado do cargo, e toma posse na sexta-feira (29).
Padula deixou a chefia de gabinete da Educação em janeiro, quando passou a ser investigado pela Operação Alba Branca, que apura a fraude na merenda.
Segundo o Ministério Público, uma cooperativa de agricultores, a Coaf, assinou ao menos R$ 7 milhões em contratos com 21 prefeituras, além do governo estadual, somente entre 2014 e 2015, para o fornecimento de alimentos e suco para a merenda. Parte desse valor, no entanto, era usada no pagamento de intermediários e agentes públicos que atuavam no sentido de facilitar ou fraudar as licitações para beneficiar a cooperativa.

Governo Geraldo Alckmin (PSDB/SP) dá novo cargo... por psdbcensuradopeloyoutube
Em fevereiro, a Justiça determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Padula e do presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez, e de Luiz Roberto dos Santos, o Moita, ex-chefe de gabinete da Casa Civil.
Padula foi citado por investigados como "o nosso homem na secretaria". Ele já negou ter participado do suposto esquema.
Ao G1, o governo do estado informou que "a Corregedoria Geral da Administração concluiu a primeira etapa da apuração de envolvimento de servidores e não foram comprovados os fatos atribuídos a Padula e constantes das denúncias".
"Fernando Padula Novaes é funcionário de carreira do Estado, com 17 anos de serviços prestados à administração pública", diz ainda a nota.
Comissão
Mais uma vez, a comissão de educação da Assembleia Legislativa não se reuniu por falta de quorum nesta terça-feira (26). Apenas duas das seis reuniões da comissão em 2016 tiveram quorum suficiente, e os legisladores deixaram de deliberar sobre vários temas na pauta relativos à investigação, como a possível convocação do ex-secretário da Educação, Herman Voorwald, e de Padula. Desde a primeira reunião da comissão do ano, no dia 8 de março, há nove requerimentos aguardando análise.
Na Assembleia presidida pelo deputado Fernando Capez (PSDB), investigado no esquema, a última reunião da comissão, no dia 12 de abril, para debater esse e outros temas, apenas três deputados registraram presença, os deputados Carlos Giannazi (PSOL) e Marcia Lia (PT), da oposição, e a presidente da comissão, Rita Passos (PSD), que define o partido como "independente". Para dar quorum, é necessária a presença de seis dos onze deputados da comissão.
No último dia 19, houve quórum, mas os deputados aprovaram  projetos de lei de caráter religioso, e não analisaram nenhum dos requerimentos já protocolados sobre o escândalo da máfia da merenda escolar.
Foto mostra o funcionário da Coaf, Carlos Luciano Lopes, segurança maços de dinheiro que, segundo polícia, seria propina (Foto: TV Globo/Reprodução) 
Foto mostra o funcionário da Coaf, Carlos Luciano Lopes, segura maços de dinheiro que, segundo polícia, seria propina (Foto: TV Globo/Reprodução)
Investigação
O presidente da Assembleia, Fernando Capez, nega as acusações feitas de participação na máfia da merenda e afirma que tomará providências judiciais e administrativas. Capez disse também que a investigação sobre a máfia da merenda foi pedida por ele.
A Corregedoria-Geral da Administração, órgão do governo que apura denúncias contra funcionários estaduais em São Paulo, arquivou a investigação contra o ex-secretário Herman Voorwald por falta de provas. Ele afirmou em entrevista à revista Época que é falsa a suspeita de que ele tenha recebido propina e que a acusação é "absurda".
Fernando Padula afirma em nota que espera a conclusão das investigações para que seu nome seja "excluído definitivamente" do caso. O ex-chefe de gabinete da Educação reforçou que não teve participação na fraude e que desde o início afirmou que pessoas "com má fé" usaram nomes de gestores públicos de forma indevida para parecerem importantes.
Por fim, Padula disse que espera "punição" e "cadeia" aos culpados. "Não tenho nenhuma ligação com tal cooperativa ou pessoas a ela ligadas. Sempre pautei minha atuação na defesa dos interesses do Estado e nunca de particulares. Falta de caráter, desonestidade e corrupção não fazem parte do meu dicionário", conclui.

sábado, 23 de abril de 2016

Deputados da base de Alckmin deixa de analisar fraude da merenda e vota projetos religiosos

Deputados da base de Alckmin deixa de analisar fraude da merenda e vota projetos religiosos
A Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça-feira (19), projetos de lei de caráter religioso, mas seguiu sem analisar nenhum dos requerimentos já protocolados sobre o escândalo da máfia da merenda escolar.


Segundo o Ministério Público, uma cooperativa de agricultores, a Coaf, assinou ao menos R$ 7 milhões em contratos com 21 prefeituras, além do governo estadual, somente entre 2014 e 2015, para o fornecimento de alimentos e suco para a merenda. Parte desse valor, no entanto, era usada no pagamento de intermediários e agentes públicos que atuavam no sentido de facilitar ou fraudar as licitações para beneficiar a cooperativa. O caso veio à tona em janeiro deste ano.

Em uma das raras reuniões com quórum suficiente, os deputados deliberaram nesta terça a favor da criação da Virada Cultural Católica, de declarar a música gospel como patrimônio cultural imaterial do estado, e de instituir o "Dia Estadual de Ação de Graças" - este último, projeto de lei conclusivo, ou seja, irá direto para a sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Como mostrou o G1, até esta terça apenas uma das quatro reuniões tiveram o número de deputados presentes necessários para dar prosseguimento nos trabalhos.

A pauta relacionada à investigação do esquema de fraude na merenda escolar no estado seguiu travada. O deputado Carlão Pignatari, do PSDB, membro eventual da comissão, substituto do deputado Roberto Engler, membro efetivo da Comissão, pediu vista de praticamente todos os requerimentos e a sessão foi encerrada.
Em 15 de março, data da última reunião da comissão, Engler já havia usado o recurso (leia mais abaixo). À época, ele afirmou que o objetivo era avaliar detalhadamente as solicitações. O Regimento Interno permite que cada deputado peça vista uma vez.

O pedido tem valor por uma semana, mas, neste caso, será esticado. Na próxima terça, a reunião será para debater em audiência pública o projeto de lei (231/2013) que propõe a inclusão de um programa de escoteirismo nas escolas públicas do estado.

Debates

A reunião desta terça foi marcada por debates entre a oposição e a base aliada, além de manifestações do público que acompanhava a sessão cobrando a instauração de uma CPI da merenda.
Os deputados Carlão Pignatari (PSDB) e Cezinha de Madureira (DEM) chegaram a se exaltar com a plateia e mandaram duas pessoas se calarem. 

Carlos Gianazzi (PSOL) pediu para que fosse instaurada uma subcomissão para investigar a fraude da merenda. A ideia, segundo ele, era ter mais "independência" e poder avançar no tema. "Seria uma espécie de CPI feita de uma outra forma. Nós poderíamos convidar e convocar pessoas e ter mais mobilidade no sentido de fazer as investigações. É um recurso utilizado em algumas investigações. Mas nem isso eles permitiram que fosse aprovado."

Como a proposta não estava na pauta, os deputados da base aliada se recusaram a votar. Giznazzi fará o pedido novamente na próxima reunião.

Também foi discutida a convocação do secretário da Educação do estado, José Renato Nalini, e dos servidores citados nas investigações da fraude, Fernando Padula, ex-chefe de gabinete do secretário de Educação, e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil, conhecido como Moita.
Os deputados da base aliada são contrários às convocações, pedem que os citados sejam apenas convidados. A oposição tentou negociar o convite a Nalini em troca da convocação dos demais. Mas, sem acordo, nada foi definido.
Reuniões sem quórum

Na Assembleia, presidida pelo deputado Fernando Capez (PSDB), investigado no esquema, a última reunião da comissão, no dia 12 de abril, para debater esse e outros temas, apenas três deputados registraram presença, os deputados Carlos Giannazi (PSOL) e Marcia Lia (PT), da oposição, e a presidente da comissão, Rita Passos (PSD), que define o partido como "independente". Para dar quórum, é necessária a presença de seis dos onze deputados da comissão.

Eles também compareceram à única que teve o número mínimo de participantes exigido, em 15 de março, juntamente com Adilson Rossi (PSB) e Roberto Engler (PSDB), da situação, e João Paulo Rillo (PT), Leci Brandão (PC do B), da oposição.

Na ocasião, o deputado Roberto Engler pediu vistas, ou seja, tempo para analisar os requerimentos. Ele afirmou que o objetivo foi avaliar pormenorizadamente as solicitações e que o pedido de vistas não atrasou a apuração, já que é válido por uma semana. A análise mostrou inconsistências, segundo ele, já que o requerimento para convocação do ex-secretário Herman Voorwald é uma proposição que não poderá ser levada adiante, segundo Engeler, já que se o Regimento Interno não prevê a convocação de ex-secretários. Neste caso, ele poderia ser convidado.
Fonte: G1

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Andrade Gutierrez pagou propina em obras do governo Alckmin

Andrade Gutierrez pagou propina em obras do governo Alckmin do PSDB
Documentos da Andrade Gutierrez mostram repasses de três grandes obras do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) a empresas de fachada usadas para o pagamento de propinas no esquema de corrupção na Petrobras; as contas contábeis da Andrade e de consórcios dos quais ela participa ligados às obras da Linha 2 – Verde do Metrô de São Paulo, ao Rodoanel Mário Covas e ao Complexo Viário Jacú-Pêssego pagaram R$ 45 milhões entre março de 2008 e setembro de 2010 para as empresas de fachada Legend Engenheiros Associados e SP Terraplenagem
21 de Abril de 2016 às 07:44
247 A contabilidade da Andrade Gutierrez analisada pela Lava Jato aponta repasses da empreiteira relacionados a três importantes obras do Governo de São Paulo, de Geraldo Alckmin (PSDB), para uma firma de fachada utilizada por um operador de propinas no esquema de corrupção da Petrobrás.
Segundo reportagem de Matheus Coutinho, ao todo, as contas contábeis da Andrade e de consórcios dos quais ela participa ligados às obras da Linha 2 – Verde do Metrô de São Paulo, ao Rodoanel Mário Covas e ao Complexo Viário Jacú-Pêssego pagaram R$ 45 milhões entre março de 2008 e setembro de 2010 para as empresas de fachada Legend Engenheiros Associados e SP Terraplenagem.
As informações fazem parte do laudo 010/2016, elaborado pelos peritos Daniel Paiva Scarparo, Audrey Jones de Souza e Ivan Roberto Pereira Pinto, no dia 25 de fevereiro deste ano (leia aqui).

Geraldo Alckmin pedalou mais que Dilma. Existe impeachment na terra dos tucanos?

Geraldo Alckmin pedalou mais que Dilma. Existe impeachment na terra dos tucanos?

Do Site Cafezinho 

Alckmin pedalou mais que Dilma
Por Vitor Amatucci, no ImprenÇa
A votação do impeachment pelos deputados com a já famosa ficha corrida feita por este blog – falamos, claro, de Eduardo Cunha, Aécio Neves, Michel Temer, entre outros – aprovou o andamento do processo do impeachment de Dilma Rousseff. O motivo: as pedaladas fiscais.
Fato é que o governo Dilma executou cerca de 72 bilhões de reais em 2015, referentes a decretos de crédito suplementar, constituindo as tais pedaladas fiscais. A questão é que o orçamento da União é da ordem de 1,3 trilhão de reais {{dinheiro para chuchu! – não acredite em mim – PDF}}, o que significa que os decretos representam 5,54% do total orçamentário. No caso do governador Bond Bico {{lá vem o chuchu de novo}} foram  quase 14 bilhões de reais em 2015, valor que representa 6,86% do total orçado para o Governo do Estado de São Paulo {{cerca de 204 bilhões não acredite em mim – G1}}.
Os três maiores decretos suplementares foram:
01

02

03

04

No link da legenda da foto você clica “decretos” e pode conferir um a um os números aqui colocados. Mas corra, logo menos o governador coloca essas dados em sigilo também.
A pergunta que fica é: Haverá votação pela abertura do processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo ?